{"id":7558,"date":"2019-11-12T12:58:32","date_gmt":"2019-11-12T14:58:32","guid":{"rendered":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/?p=7558"},"modified":"2020-03-20T09:40:16","modified_gmt":"2020-03-20T12:40:16","slug":"exercicio-fisico-excessivo-induz-alteracoes-negativas-em-varios-orgaos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/exercicio-fisico-excessivo-induz-alteracoes-negativas-em-varios-orgaos\/","title":{"rendered":"Exerc\u00edcio f\u00edsico excessivo induz altera\u00e7\u00f5es negativas em v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os"},"content":{"rendered":"\r\n<p><strong>Karina Toledo | Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Atletas de elite costumam apresentar queda no rendimento quando submetidos a um treinamento muito intenso, sem per\u00edodo adequado de recupera\u00e7\u00e3o. O quadro \u00e9 conhecido como s\u00edndrome do <em>overtraining<\/em> e pode incluir sintomas como perda de apetite e de peso, ins\u00f4nia, irritabilidade, queda na imunidade e depress\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A explica\u00e7\u00e3o mais aceita para o fen\u00f4meno, at\u00e9 o momento, \u00e9 a de que les\u00f5es no tecido musculoesquel\u00e9tico causadas pelo exerc\u00edcio excessivo induziriam a libera\u00e7\u00e3o na corrente sangu\u00ednea de subst\u00e2ncias pr\u00f3-inflamat\u00f3rias (prote\u00ednas produzidas por c\u00e9lulas de defesa e conhecidas como citocinas), que desencadeariam os efeitos sist\u00eamicos. A teoria das citocinas, como ficou conhecida, foi formulada h\u00e1 duas d\u00e9cadas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Recentemente, uma s\u00e9rie de estudos conduzidos na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), em Ribeir\u00e3o Preto, demonstrou que as consequ\u00eancias do <em>overtraining<\/em> para o organismo v\u00e3o muito al\u00e9m da queda no rendimento esportivo, havendo efeitos prejudiciais no tecido musculoesquel\u00e9tico, cora\u00e7\u00e3o, f\u00edgado e sistema nervoso central.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Al\u00e9m disso, os resultados obtidos nos experimentos com camundongos contrariam a hip\u00f3tese de que as citocinas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias seriam o \u00fanico fator respons\u00e1vel pela queda na performance, que, nos animais, se manteve prejudicada mesmo depois que o n\u00edvel dessas subst\u00e2ncias no sangue se normalizou.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>As pesquisas v\u00eam sendo conduzidas nos \u00faltimos 10 anos, com apoio da FAPESP, sob a coordena\u00e7\u00e3o do professor <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/34182\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Adelino Sanchez Ramos da Silva<\/a><\/strong>, da Escola de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Esporte de Ribeir\u00e3o Preto (EEFERP-USP). Os principais resultados foram reunidos em um artigo publicado na revista <strong><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S1043466619300626?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Cytokine<\/em><\/a><\/strong>, que re\u00fane tamb\u00e9m dados de estudos feitos por outros grupos de pesquisa.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cEssas informa\u00e7\u00f5es devem servir de alerta para quem treina de forma excessiva. Os atletas de elite, muitas vezes, n\u00e3o t\u00eam op\u00e7\u00e3o devido \u00e0 press\u00e3o de treinadores, patrocinadores e competi\u00e7\u00f5es. Mas \u00e9 fundamental que seja ao menos respeitado o tempo m\u00ednimo de recupera\u00e7\u00e3o\u201d, disse Silva \u00e0 <strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Diferentes protocolos de <em>overtraining<\/em> \u2013 corrida no plano, na subida e na descida \u2013 foram testados em camundongos pela equipe de Silva com o objetivo de entender a a\u00e7\u00e3o das citocinas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias induzidas pelo exerc\u00edcio f\u00edsico excessivo em diferentes tecidos. Em todos os casos, a dura\u00e7\u00e3o do treino foi de oito semanas \u2013 sendo as quatro primeiras uma fase de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cNa s\u00e9tima semana do protocolo, os roedores foram colocados para correr em uma esteira rolante com intensidade equivalente a 75% da capacidade m\u00e1xima do animal \u2013 previamente mensurada. O treino foi feito durante 75 minutos, uma vez ao dia, de segunda a sexta-feira. Na oitava semana, os animais passavam a correr duas vezes ao dia, com intervalo de quatro horas entre as sess\u00f5es\u201d, disse Silva.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Os tr\u00eas diferentes protocolos de <em>overtraining<\/em> induziram um aumento no n\u00edvel de tr\u00eas citocinas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias no soro sangu\u00edneo: interleucina-1-beta (IL-1\u03b2), interleucina-6 (IL-6) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-\u03b1). O aumento das mol\u00e9culas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias tamb\u00e9m foi observado no tecido musculoesquel\u00e9tico, com efeitos variados nos tr\u00eas protocolos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Os animais submetidos ao <em>overtraining<\/em> na descida foram os mais prejudicados, pois apresentaram sinais de atrofia e de estresse de ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico [organela celular que, entre outras fun\u00e7\u00f5es, faz com que as prote\u00ednas assumam sua forma funcional] nas amostras de tecido musculoesquel\u00e9tico.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cDe forma simplificada, isso significa que as c\u00e9lulas da regi\u00e3o passaram a ter prote\u00ednas malformadas em seu interior, o que pode comprometer seu funcionamento\u201d, disse Silva.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ap\u00f3s duas semanas de repouso, o n\u00edvel das citocinas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias no soro e no tecido musculoesquel\u00e9tico retornou ao n\u00edvel basal e houve um aumento no conte\u00fado de mol\u00e9culas anti-inflamat\u00f3rias. \u201cNo entanto, a performance dos animais na corrida permaneceu prejudicada, sugerindo haver outros mecanismos envolvidos nesse processo\u201d, disse.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O protocolo de <em>overtraining<\/em> na descida tamb\u00e9m promoveu uma inflama\u00e7\u00e3o no hipot\u00e1lamo \u2013 regi\u00e3o do c\u00e9rebro que regula diversos processos metab\u00f3licos \u2013, acompanhada de perda de peso e de apetite. \u201cNo hipot\u00e1lamo, todos os protocolos induziram o quadro de estresse de ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico. N\u00e3o verificamos, por\u00e9m, ocorr\u00eancia de morte celular\u201d, disse Silva.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Segundo o pesquisador, a inflama\u00e7\u00e3o observada no sistema nervoso central foi revertida ap\u00f3s o descanso de duas semanas. O peso corporal e o apetite tamb\u00e9m foram normalizados.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Resist\u00eancia \u00e0 insulina e hipertrofia card\u00edaca<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Todos os protocolos de <em>overtraining<\/em> provocaram preju\u00edzo na via de sinaliza\u00e7\u00e3o da insulina no tecido musculoesquel\u00e9tico, ou seja, as c\u00e9lulas musculares ficaram com mais dificuldade de captar a glicose circulante no sangue. No entanto, os camundongos n\u00e3o apresentaram altera\u00e7\u00e3o negativa no teste de toler\u00e2ncia \u00e0 glicose, que avalia se o a\u00e7\u00facar est\u00e1 sendo metabolizado adequadamente pelo organismo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cSuspeitamos que algum outro tecido estivesse atuando de forma compensat\u00f3ria para manter o equil\u00edbrio. E as an\u00e1lises mostraram uma melhora na via de sinaliza\u00e7\u00e3o da insulina no f\u00edgado e um aumento no estoque de glicog\u00eanio hep\u00e1tico dos animais submetidos aos protocolos de <em>overtraining<\/em> na descida e na subida. Por outro lado, como adapta\u00e7\u00e3o negativa, observamos ac\u00famulo de gordura e sinais de inflama\u00e7\u00e3o no tecido hep\u00e1tico\u201d, disse Silva.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Os resultados sugerem ainda que o cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m atua de modo a compensar o preju\u00edzo na capta\u00e7\u00e3o de glicose pelas c\u00e9lulas musculoesquel\u00e9ticas, pois foi observado ac\u00famulo de glicog\u00eanio no tecido card\u00edaco em resposta a todos os tipos de <em>overtraining<\/em>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Surpreendentemente, os tr\u00eas protocolos induziram sinais de fibrose no ventr\u00edculo esquerdo. Apenas os animais submetidos ao exerc\u00edcio excessivo na descida apresentaram sinais moleculares de hipertrofia patol\u00f3gica.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cNos estudos realizados at\u00e9 o momento, n\u00e3o mensuramos os par\u00e2metros funcionais do cora\u00e7\u00e3o. Estamos agora reproduzindo os experimentos e faremos um ecocardiograma ao final do per\u00edodo de treinamento para avaliar se houve preju\u00edzo funcional do ventr\u00edculo esquerdo\u201d, disse o professor da EEFERP-USP.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O grupo ainda n\u00e3o avaliou se ap\u00f3s o descanso de duas semanas as altera\u00e7\u00f5es moleculares observadas no cora\u00e7\u00e3o e no f\u00edgado s\u00e3o revertidas. \u201cEstimamos que isso deve ocorrer, mas ainda precisamos avaliar\u201d, disse.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>De modo geral, os preju\u00edzos foram maiores para os animais submetidos ao protocolo de <em>overtraining<\/em> na descida. De acordo com Silva, isso est\u00e1 relacionado com a predomin\u00e2ncia de contra\u00e7\u00f5es exc\u00eantricas (quando o m\u00fasculo alonga enquanto est\u00e1 sob tens\u00e3o devido a uma for\u00e7a externa maior que a gerada pelo m\u00fasculo) durante esse tipo de atividade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Perspectivas futuras<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Embora os resultados do grupo n\u00e3o suportem a hip\u00f3tese de que as citocinas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias sejam o \u00fanico fator respons\u00e1vel pelo preju\u00edzo do desempenho f\u00edsico, uma dessas mol\u00e9culas \u2013 a IL-6 \u2013 se mostrou envolvida na maioria dos efeitos observados nos diferentes \u00f3rg\u00e3os e em todos os protocolos de <em>overtraining<\/em>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Em experimentos recentes, os pesquisadores observaram que, em camundongos nocaute para IL-6 (modificados geneticamente para n\u00e3o expressar essa prote\u00edna), o estresse de ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico no tecido musculoesquel\u00e9tico induzido por uma \u00fanica sess\u00e3o de exerc\u00edcio exaustivo foi mais ameno que o observado em animais sem a altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cEstudos futuros ter\u00e3o de investigar melhor o papel dessa citocina no metabolismo em condi\u00e7\u00f5es de <em>overtraining<\/em>\u201d, disse Silva.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Os trabalhos conduzidos pelo grupo da USP em Ribeir\u00e3o Preto receberam apoio da FAPESP por meio de tr\u00eas projetos de Aux\u00edlio \u00e0 Pesquisa \u2013 Regular concedidos a Silva em <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/28544\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">2010<\/a><\/strong>, <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/85021\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">2014<\/a><\/strong> e <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/98930\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">2018<\/a><\/strong>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Tamb\u00e9m contaram com bolsas da FAPESP de: mestrado e doutorado para <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/680157\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ana Paula Pinto<\/a><\/strong>; inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mestrado e doutorado para <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/672041\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Alisson Luiz da Rocha<\/a><\/strong>; e inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e mestrado para <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/102947\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruno Cesar Pereira<\/a><\/strong>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O artigo <em>The proinflammatory effects of chronic excessive exercise<\/em> (doi: https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.cyto.2019.02.016), de Alisson L. da Rocha, Ana P. Pinto, Eike B. Kohama, Jos\u00e9 R. Pauli, Leandro P. de Moura, Dennys E. Cintra, Eduardo R. Ropelle, Adelino S.R. da Silva, pode ser lido em <strong><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S1043466619300626?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S1043466619300626?via%3Dihub<\/a><\/strong>. <\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/\">Ag\u00eancia FAPESP<\/a> de acordo com a <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nd\/4.0\/\">licen\u00e7a Creative Commons CC-BY-NC-ND<\/a>. Leia o <a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/exercicio-fisico-excessivo-induz-alteracoes-negativas-em-varios-orgaos\/30812\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">original aqui<\/a>.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Karina Toledo | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Atletas de elite costumam apresentar queda no rendimento quando submetidos a um treinamento muito intenso, sem per\u00edodo adequado de recupera\u00e7\u00e3o. O quadro \u00e9 conhecido como s\u00edndrome do overtraining e pode incluir sintomas como perda de apetite e de peso, ins\u00f4nia, irritabilidade, queda na imunidade e depress\u00e3o. A explica\u00e7\u00e3o mais<a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/exercicio-fisico-excessivo-induz-alteracoes-negativas-em-varios-orgaos\/\">Continue reading <i class=\"fal fa-angle-right\"><\/i><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":7559,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35],"tags":[],"class_list":["post-7558","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao-fisica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7558","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7558"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7558\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7710,"href":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7558\/revisions\/7710"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7559"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7558"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7558"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7558"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}