{"id":7774,"date":"2020-04-10T08:55:01","date_gmt":"2020-04-10T11:55:01","guid":{"rendered":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/?p=7774"},"modified":"2020-04-01T09:21:47","modified_gmt":"2020-04-01T12:21:47","slug":"alimentos-que-engordam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/renataferracioli.com.br\/blog\/alimentos-que-engordam\/","title":{"rendered":"Alimentos que engordam"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ricardo Zorzetto | Revista Pesquisa FAPESP<\/strong> \u2013 Aumentam os ind\u00edcios de que uma dieta rica em alimentos ultraprocessados pode ser prejudicial \u00e0 sa\u00fade. Por essa raz\u00e3o, alguns especialistas em nutri\u00e7\u00e3o e sa\u00fade p\u00fablica afirmam que o ideal seria reduzir ao m\u00ednimo o consumo dessas comidas industrializadas que apresentam altos teores de a\u00e7\u00facares, gorduras, sal e compostos qu\u00edmicos que aumentam a durabilidade ou conferem mais aroma, cor e sabor.<\/p>\n<p>Apenas em maio deste ano, 10 novos estudos trouxeram resultados indicando poss\u00edveis efeitos nocivos dos ultraprocessados \u00e0 sa\u00fade. Realizados nos Estados Unidos, na Fran\u00e7a, na Espanha e no Brasil, os trabalhos quase sempre envolveram um n\u00famero grande de participantes. Seus resultados refor\u00e7am as indica\u00e7\u00f5es de que esses alimentos estariam ligados ao aumento da press\u00e3o arterial, a altera\u00e7\u00f5es nas taxas de a\u00e7\u00facares e gorduras no sangue, a doen\u00e7as no cora\u00e7\u00e3o e a alguns tipos de c\u00e2ncer, al\u00e9m de um maior risco de morrer precocemente.<\/p>\n<p>A mais relevante dessas pesquisas, por\u00e9m, avaliou o impacto dos ultraprocessados em apenas 20 volunt\u00e1rios. Apesar dos poucos participantes, o estudo seguiu o modelo epidemiol\u00f3gico mais robusto conhecido para identificar rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito: o ensaio cl\u00ednico controlado e randomizado com cruzamento.<\/p>\n<p>Nesse modelo, separam-se aleatoriamente os participantes em dois grupos que sofrer\u00e3o interven\u00e7\u00f5es (como tratamentos ou dietas) diferentes, por exemplo, A e B. Na metade do experimento, as interven\u00e7\u00f5es s\u00e3o trocadas e, ao final, os resultados do tratamento A s\u00e3o comparados com os do B.<\/p>\n<p>Usando essa estrat\u00e9gia, a equipe de Kevin Hall, pesquisador dos Institutos Nacionais de Sa\u00fade (NIH) dos Estados Unidos, mostrou, pela primeira vez, que uma dieta predominantemente baseada em produtos ultraprocessados leva a um ganho de peso importante em pouco tempo: cerca de 1 quilograma (kg) em duas semanas.<\/p>\n<p>Publicado em 16 de maio na revista <em>Cell Metabolism<\/em>, o trabalho parece ser o teste mais rigoroso a que foi submetida a classifica\u00e7\u00e3o de alimentos proposta h\u00e1 pouco mais de 15 anos, e formalizada em 2009, pelo epidemiologista brasileiro <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/en\/pesquisador\/498\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carlos Augusto Monteiro<\/a><\/strong>, da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de S\u00e3o Paulo (FSP-USP).<\/p>\n<p>Chamada de Nova, essa classifica\u00e7\u00e3o agrupa os alimentos em quatro categorias de acordo com o grau de processamento: <em>in natura<\/em> ou minimamente processados; processados; ultraprocessados; e ingredientes culin\u00e1rios processados. Ela serviu de base para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade elaborar em 2014 o <em>Guia alimentar para a popula\u00e7\u00e3o brasileira<\/em>.<\/p>\n<p>Um dos termos usados nessa classifica\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o \u00e9 aceito consensualmente. Para engenheiros e pesquisadores da \u00e1rea de processamento de alimentos, o termo ultraprocessado \u00e9 inadequado e gera confus\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO ultraprocessamento consiste em processar um alimento al\u00e9m do necess\u00e1rio e pode ocorrer em ambiente industrial ou dom\u00e9stico\u201d, conta a engenheira de alimentos <strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/en\/pesquisador\/1089\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carmen Tadini<\/a><\/strong>, professora da Escola Polit\u00e9cnica da USP e pesquisadora do Centro de Pesquisa em Alimentos (<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/58574\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">FoRC<\/a><\/strong>), um dos Centros de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (<b><a href=\"http:\/\/cepid.fapesp.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CEPID<\/a><\/b>) financiados pela FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cAlgu\u00e9m que, em casa, cozinha os legumes al\u00e9m do necess\u00e1rio elimina nutrientes e faz um ultraprocessado sem ter colocado ingrediente industrial sint\u00e9tico\u201d, explica. Em sua opini\u00e3o, no lugar de ultraprocessado, o mais adequado seria chamar esse tipo de alimento de aditivado.<\/p>\n<p>Leia a not\u00edcia completa em: <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2019\/07\/10\/alimentos-que-engordam\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> <b>https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2019\/07\/10\/alimentos-que-engordam\/<\/b> <\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/\">Ag\u00eancia FAPESP<\/a> de acordo com a <a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nd\/4.0\/\">licen\u00e7a Creative Commons CC-BY-NC-ND<\/a>. Leia o <a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/alimentos-que-engordam\/30994\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">original aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ricardo Zorzetto | Revista Pesquisa FAPESP \u2013 Aumentam os ind\u00edcios de que uma dieta rica em alimentos ultraprocessados pode ser prejudicial \u00e0 sa\u00fade. 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