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	<title>Arquivos Educação Física &#8211; RENATA FERRACIOLI</title>
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	<description>Nutricionista e Prof. Educação Física</description>
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		<title>Inatividade física durante a pandemia piorou saúde de mulheres entre 50 e 70 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jun 2021 12:59:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Karina Toledo &#124; Agência FAPESP – Em estudo feito com 34 mulheres entre 50 e 70 anos, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mediram de forma objetiva o impacto à saúde causado pela queda no nível de atividade física durante a quarentena imposta pela COVID-19. Testes feitos após as primeiras 16 semanas de confinamento<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/inatividade-fisica-durante-a-pandemia-piorou-saude-de-mulheres-entre-50-e-70-anos/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Karina Toledo | Agência FAPESP – Em estudo feito com 34 mulheres entre 50 e 70 anos, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mediram de forma objetiva o impacto à saúde causado pela queda no nível de atividade física durante a quarentena imposta pela COVID-19. Testes feitos após as primeiras 16 semanas de confinamento apontaram piora no estado geral de saúde das voluntárias, incluindo perda de força muscular e condicionamento aeróbio, bem como aumento dos níveis sanguíneos de colesterol e hemoglobina glicada – dois fatores de risco para distúrbios metabólicos.</p>
<p>Os resultados completos da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados na revista Experimental Gerontology.</p>
<p>“Importante ressaltar que essas mulheres já eram consideradas fisicamente inativas antes do início da pandemia, ou seja, não tinham uma rotina estruturada de exercícios. E com o confinamento elas passaram a se movimentar ainda menos, pois deixaram de fazer atividades como passear com o cachorro ou no shopping, brincar com os netos, caminhar até o ponto de ônibus ou até o trabalho”, explica Carlos Bueno Junior, professor da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP-USP) e um dos autores do artigo.</p>
<p>Idealizada antes da pandemia, em parceria com a professora da EEFERP-USP Ellen de Freitas, a pesquisa tinha como objetivo original avaliar o efeito de diferentes programas de treinamento físico em grupos de voluntários com perfil variado. Uma primeira bateria de exames foi feita com mulheres entre 50 e 70 anos em fevereiro de 2020, antes de iniciar a intervenção.</p>
<p>Foram avaliados parâmetros como peso, índice de massa corporal (IMC), percentual de gordura corporal, circunferência abdominal, pressão arterial, força de preensão manual (medida com um dinamômetro, aparelho que se aperta com as mãos) e perfil alimentar (por meio de questionário). Para avaliar a capacidade cardiorrespiratória, as voluntárias foram submetidas a um teste de caminhada com duração de seis minutos. Por último, foram coletadas amostras de sangue por meio das quais os pesquisadores analisaram o perfil de células brancas e vermelhas, os níveis de colesterol, as taxas de glicemia, insulina e hemoglobina glicada (exame capaz de indicar o risco de diabetes do tipo 2).</p>
<p>“A ideia era reavaliar as participantes após o término do protocolo de exercícios, mas com a pandemia o planejamento inicial tornou-se inviável. Decidimos então adaptar o projeto para avaliar os efeitos das mudanças sociais causadas pela COVID-19 nos parâmetros de saúde da população, principalmente no contexto do envelhecimento. Já tínhamos as medidas iniciais e refizemos os testes após as primeiras 16 semanas de confinamento, seguindo todos os protocolos para evitar a contaminação”, conta Bueno Junior à Agência FAPESP.</p>
<p>A pesquisa contou com a participação dos estudantes de mestrado João Ribeiro de Lima e Gabriela Abud.</p>
<p>Resultados</p>
<p>A segunda bateria de exames não revelou alteração em parâmetros como peso, IMC, percentual de gordura corporal e circunferência abdominal. Porém, registrou-se, em média, um aumento de 39,8% na taxa de insulina, 9,7% na de hemoglobina glicada e 1,3% na de glicemia (valor considerado não significativo). O nível de colesterol total aumentou 8% e houve queda significativa (10%) na porcentagem de plaquetas no sangue – fenômeno cujas causas e implicações ainda estão sendo investigadas.</p>
<p>O teste de preensão manual indicou uma redução de 5,6% da força muscular. Já o teste de caminhada indicou perda de 4,4% da capacidade aeróbia.</p>
<p>“Alguns desses parâmetros, como força muscular e capacidade aeróbia, já estavam aquém do ideal para a idade em razão do estilo de vida das voluntárias. O estudo mostra que, no contexto da pandemia, algo que já estava ruim ficou ainda pior. Aumentou o risco de desenvolver doenças crônicas e, para aquelas que já tinham problemas cardiovasculares ou metabólicos, houve um agravamento do quadro”, comenta Lima.</p>
<p>Segundo Abud, por meio do questionário, foi possível concluir que não houve piora no padrão alimentar após o início do confinamento e, portanto, os prejuízos à saúde observados na pesquisa devem ser atribuídos principalmente à queda na movimentação corporal.</p>
<p>“Muitas dessas mulheres trabalhavam fora antes da quarentena e tinham uma rotina agitada, embora não praticassem atividade física regular. Algumas relataram se sentir mais estressadas em consequência do confinamento e isso também pode ter contribuído para a piora no estado geral de saúde”, afirma Abud.</p>
<p>Na avaliação dos pesquisadores, os resultados deveriam servir de alerta para os governantes e para a sociedade em geral. “Com apenas 16 semanas já foi possível notar mudanças significativas em alguns dos parâmetros avaliados e, com o prolongamento da crise sanitária, as implicações para a saúde tendem a se tornar cada vez maiores. É preciso pensar em maneiras de promover a atividade física com segurança durante esse período”, defende Lima.</p>
<p>Para Bueno Junior, a prática de atividade física durante o período de isolamento social é fundamental não só para a saúde física como também psicológica. “Uma das propostas é a prática de exercícios em casa, com auxílio de plataformas virtuais. Mas no caso de idosos ou de pessoas com limitações físicas é importante haver algum tipo de orientação profissional personalizada durante o treino, pois o risco é maior”, diz.</p>
<p>De acordo com Lima, os resultados da pesquisa evidenciam que, além do tempo dedicado à prática de exercícios físicos, o que as pessoas fazem no restante do dia também é importante e deve ser avaliado. “Muitos acham que porque fizeram uma hora de academia estão liberados para comer qualquer coisa ou para ficar sentado o resto de suas horas livres vendo TV. Mas não é bem assim. É fundamental diminuir o sedentarismo, que é o tempo em que se permanece sentado ou deitado”, afirma.</p>
<p>O artigo Effects of the COVID-19 pandemic on the global health of women aged 50 to 70 years pode ser lido em https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0531556521001248?fbclid=IwAR19nvk4Pg-4&#8211;kfBgRk70YGGqJFHa4ts5NFArRKqRr8tXcUvozGzDZwUns#!.</p>
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		<title>Sedentarismo, obesidade, depressão e ansiedade agravam sintomas da asma, revela estudo</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/sedentarismo-obesidade-depressao-e-ansiedade-agravam-sintomas-da-asma-revela-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 May 2021 23:21:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luciana Constantino &#124; Agência FAPESP – O sedentarismo, a obesidade, a depressão e a ansiedade são fatores que agravam os sintomas da asma, dificultando seu controle. Por outro lado, exercícios aeróbicos frequentes, como caminhadas de intensidade moderada ao menos cinco vezes por semana, ajudam a reduzir as crises da doença, principalmente em pacientes moderados e<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/sedentarismo-obesidade-depressao-e-ansiedade-agravam-sintomas-da-asma-revela-estudo/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Luciana Constantino | Agência FAPESP – O sedentarismo, a obesidade, a depressão e a ansiedade são fatores que agravam os sintomas da asma, dificultando seu controle. Por outro lado, exercícios aeróbicos frequentes, como caminhadas de intensidade moderada ao menos cinco vezes por semana, ajudam a reduzir as crises da doença, principalmente em pacientes moderados e graves.</p>
<p>Essas são as conclusões de estudos conduzidos na Universidade de São Paulo (USP) e recentemente publicados em dois artigos – um no European Respiratory Journal e outro no Chest Journal. Ambos tiveram o apoio da FAPESP e a coordenação do professor e fisioterapeuta Celso Ricardo Fernandes de Carvalho, da Faculdade de Medicina (FM-USP).</p>
<p>No primeiro estudo, com 296 pacientes brasileiros e australianos, foram apontadas quatro características extrapulmonares importantes a serem consideradas no tratamento da asma: atividade física, obesidade, depressão e ansiedade.</p>
<p>O trabalho mostrou que os pacientes formavam grupos com características distintas: 1) participantes com asma controlada e fisicamente ativos; 2) com asma não controlada, fisicamente inativos e mais sedentários; 3) com asma não controlada, baixa atividade física, obesos e que sentiam ansiedade e ou sintomas de depressão; e 4) com asma muito descontrolada, fisicamente inativos, mais sedentários, obesos e com sintomas de ansiedade e ou depressão.</p>
<p>A maioria deles (64%) apresentou alguma complicação nos 12 meses anteriores (por exemplo, hospitalização). Nos grupos foram detectadas 15 comorbidades, entre as mais prevalentes estavam o refluxo gastroesofágico, obesidade, hipertensão, distúrbio psicológico, sinusite e distúrbios do sono.</p>
<p>Os pesquisadores fizeram então uma análise de agrupamento hierárquico para identificar fenótipos clínicos de asma com base em traços extrapulmonares e fatores comportamentais de risco, visando a descrever as características clínicas associadas a esses fenótipos. O trabalho mostrou ainda que o sedentarismo era o fator com maior associação a hospitalização e crises de asma.</p>
<p>“Identificamos quatro fenótipos de asma com base nas características extrapulmonares: níveis de atividade física, obesidade, depressão e sintomas de ansiedade. Nossos dados reforçam a importância de avaliar essas características na prática clínica para individualizar os tratamentos e, assim, melhorar os resultados em pessoas com asma moderada a grave”, concluem os pesquisadores no artigo, cuja primeira autora é Patrícia Duarte Freitas.</p>
<p>No outro trabalho, que avaliou 51 voluntários com idade entre 18 e 60 anos, atendidos pelo Ambulatório de Pneumologia do Hospital das Clínicas, a conclusão foi que a atividade física frequente melhorou o controle da doença, a qualidade do sono e sintomas de ansiedade.</p>
<p>Nesse caso, os voluntários foram divididos em um grupo de intervenção, submetido a uma mudança de comportamento para aumentar a atividade física durante oito semanas, e um de controle, somente com os cuidados habituais.</p>
<p>Foram coletadas informações sobre o controle clínico da asma, atividade física/sedentarismo, comportamento, qualidade de vida, sintomas de ansiedade e depressão, qualidade do sono e dados antropométricos.</p>
<p>O controle clínico da asma foi medido por meio de uma ferramenta, chamada ACQ, que compreende sete questões relacionadas a sintomas da doença, medicação e função pulmonar. Os participantes fizeram um diário para relatar exacerbações do quadro durante o período de intervenção. Também foram medidos os níveis de atividade física e sedentarismo, por meio de equipamentos.</p>
<p>Os pesquisadores compararam os dados dos grupos, em ensaio randomizado e controlado, analisando as avaliações antes e após o período de intervenção. “Os resultados sugerem que uma abordagem multidisciplinar para mudança de comportamento pode potencialmente ser uma estratégia complementar ou alternativa que melhora o controle clínico em adultos com asma”, escrevem os pesquisadores.</p>
<p>Segundo Carvalho, o trabalho vem sendo feito desde 2007, quando começaram as pesquisas ligando exercícios, asma e obesidade. Em 2018, uma das publicações do grupo, resultado do doutorado de Freitas, foi premiada pelo European Respiratory Congress, realizado em Paris. O estudo mostrou, à época, que obesos com asma submetidos a uma dieta balanceada e a uma rotina de atividades físicas tiveram melhora significativa na função pulmonar e nos medidores inflamatórios da doença (leia mais aqui agencia.fapesp.br/28868/).</p>
<p>Impacto</p>
<p>A asma, caracterizada pela inflamação das vias aéreas, é considerada uma das doenças crônicas mais comuns no mundo, afetando cerca de 339 milhões de pessoas, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>
<p>Para aumentar a conscientização sobre a doença, a primeira terça-feira do mês de maio marca o Dia Mundial da Asma, organizado pela Global Initiative for Asthma (GINA). Neste ano, o tema escolhido foi “Descobrindo os Equívocos sobre a Asma”, para chamar a atenção para mitos e conceitos errados, como dizer que a doença só afeta crianças ou é infecciosa.</p>
<p>A causa exata da asma ainda não é conhecida, mas acredita-se que haja influência de uma série de fatores genéticos, como história familiar de alergias respiratórias, e ambientais. Alguns gatilhos podem piorar os sintomas ou a inflamação dos brônquios. Entre eles estão os alérgicos (pó domiciliar, ácaros, fungos, pólen, pelo de animais), os irritantes (fumaça de cigarro, poluição do ar, aerossóis), a variação climática e até mesmo alteração emocional.</p>
<p>Embora não tenha cura, a doença pode ser controlada para reduzir e prevenir os ataques, que se caracterizam por falta de ar, tosse e chiado no peito, podendo levar à morte. O tratamento geralmente é feito com medicamentos que aliviam ou controlam os sintomas, principalmente corticoides inalados isolados ou em associação com droga broncodilatadora.</p>
<p>Carvalho destaca que cada vez mais vem ganhando importância o tratamento multidisciplinar, levando em consideração, principalmente, os fatores extrapulmonares, conhecidos como traços tratáveis.</p>
<p>Esses “traços” são características fenotípicas ou endotípicas que podem incluir comorbidades (como ansiedade, disfunção das cordas vocais e refluxo), fatores de risco (como tabagismo e densidade óssea) e habilidades de autocuidado (como aderência à terapia e técnica inalatória). São levados em consideração como parte da estratégia de tratamento das doenças crônicas das vias respiratórias por meio da medicina personalizada.</p>
<p>No último dia 29 de abril, um consórcio formado por médicos, pesquisadores e entidades lançou um site que reúne informações e estudos sobre traços tratáveis. Carvalho participa do grupo e é o único pesquisador representante do continente americano.</p>
<p>“A ideia de um tratamento somente com medicamentos é muito menos eficaz. Temos de pensar em tratamento multiprofissional. Além disso, o paciente também deve começar a tomar para si o comprometimento com os exercícios. Não precisa tentar se transformar em um atleta, basta se comprometer com a caminhada”, diz Carvalho.</p>
<p>Com o apoio da FAPESP, por meio de um Projeto Temático, o professor está agora desenvolvendo uma pesquisa com o objetivo de avaliar o efeito de novas abordagens e de tecnologias para melhorar o tratamento de pacientes com asma moderada e grave. Também será analisado o papel da mudança comportamental em pacientes com outros tipos de doenças respiratórias crônicas, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).</p>
<p>Os artigos Identification of asthma phenotypes based on extrapulmonary treatable traits e A Behavior Change Intervention Aimed at Increasing Physical Activity Improves Clinical Control in Adults With Asthma &#8211; A Randomized Controlled Trial podem ser lidos, respectivamente, em</p>
<p>https://erj.ersjournals.com/content/early/2020/07/09/13993003.00240-2020 e https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(20)34492-5/fulltext.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Exercício de força muscular pode auxiliar na prevenção de alguns tipos de câncer</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/exercicio-de-forca-muscular-pode-auxiliar-na-prevencao-de-alguns-tipos-de-cancer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2021 20:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agência FAPESP * – Estudo sugere que exercício de força pode reduzir alguns tipos de câncer, particularmente, câncer de bexiga e rim. Trabalho foi realizado por pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Harvard<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/exercicio-de-forca-muscular-pode-auxiliar-na-prevencao-de-alguns-tipos-de-cancer/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Agência FAPESP</strong> * – Estudo sugere que exercício de força pode reduzir alguns tipos de câncer, particularmente, câncer de bexiga e rim. Trabalho foi realizado por pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Harvard University (Estados Unidos).</p>
<p>A pesquisa recebeu <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/186126//?q=2018/23941-9" target="_blank">financiamento da FAPESP</a></strong> e foi publicada na revista científica <em>British Journal of Cancer</em>.</p>
<p>Os autores do estudo utilizaram dados do <em>Health Professionals Follow-up Study</em>, um estudo de coorte com mais de 30 mil profissionais de saúde, para investigar se a realização de exercícios de força muscular, comumente praticados em academias, estúdios de treinamento funcional e crossfit, está associada com menor risco de câncer.</p>
<p>Os participantes do estudo foram acompanhados entre 1992 e 2014, período em que responderam questionários bienais sobre a frequência semanal média de exercício de força muscular ao longo do ano, além de outros fatores de risco e proteção para câncer.</p>
<p>Os autores concluíram que exercício de força muscular não esteve associado com menor incidência total de câncer. No entanto, foi possível observar uma redução de 20% no risco de câncer de bexiga e 23% no câncer de rim para cada hora de aumento de exercício de força muscular semanal.</p>
<p>Os pesquisadores do estudo também observaram que participantes que realizaram exercício de força muscular combinado com atividades físicas aeróbicas tiveram uma maior redução no risco de câncer de rim comparado com aqueles que realizaram apenas exercício de força muscular.</p>
<p>Mais informações em: <strong><a href="https://bit.ly/31iRmUA" target="_blank">https://bit.ly/31iRmUA</a></strong>.</p>
<p><em>*Com informações da Assessoria de Imprensa da Unifesp</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="https://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a href="https://agencia.fapesp.br/exercicio-de-forca-muscular-pode-auxiliar-na-prevencao-de-alguns-tipos-de-cancer/33513/" target="_blank">original aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Uso de Máscaras X Exercício Físico</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/uso-de-mascaras-x-exercicio-fisico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2020 14:18:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Olá leitores, tudo bem? Este post tem como objetivo esclarecer algumas dúvidas em relação ao uso de máscaras e a realização de exercícios físicos. Todas estas recomendações são orientações da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE). É importante ressaltar que pessoas ativas, especialmente os idosos, devem ser incentivados a tentar manter seus<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/uso-de-mascaras-x-exercicio-fisico/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Olá leitores, tudo bem?</p>
<p>Este post tem como objetivo esclarecer algumas dúvidas em relação ao uso de máscaras e a realização de exercícios físicos. Todas estas recomendações são orientações da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE).</p>
<p>É importante ressaltar que <strong>pessoas ativas, especialmente os idosos, devem ser incentivados a tentar manter seus exercícios físicos, mesmo que sejam necessárias algumas adaptações quanto a locais de prática ou contatos pessoais, procurando sempre prestar atenção às orientações dos órgãos oficiais de saúde.</strong></p>
<p>Também de acordo com as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil (MSB), que são endossadas (ou seja, apoiadas) pela SBMEE, deve-se evitar estar em locais fechados, com grande número de pessoas ao mesmo tempo. Desta forma, a ida a academias, clubes esportivos e similares, onde esta situação de aglomeração ocorra, deve ser evitada por todos.</p>
<p>A prática de exercícios ao ar livre deve respeitar as recomendações da OMS e do MSB de evitar contato próximo de outras pessoas e obedecer a etiqueta respiratória e higiênica. Na presença de sintomas e sinais compatíveis com infecções respiratórias como febre, tosse, dispneia (falta de ar), a prática de exercícios deve ser suspensa.</p>
<p>Vamos lá a algumas dúvidas e respostas:</p>
<p>1-É necessário o uso de máscaras durante a prática de exercícios ao ar livre e em academias?</p>
<p>Nesses tempos de pandemia, o uso de máscaras no ambiente social está sendo preconizado por diversas entidades de saúde, incluindo a OMS, para reduzir a possibilidade de propagação da COVID-19. Em especial, nas localidades onde está decretada a obrigatoriedade do uso de máscara, em ambientes públicos, desde que a prática de exercícios físicos ao ar livre e/ou em academias esteja liberada pelo poder<br />
executivo, deve-se usá-la ao exercitar fora de casa, até pela necessidade de cumprimento de uma determinação legal. Portanto, se você mora numa localidade que se enquadre nesta situação, a máscara deve ser usada, tanto nas práticas esportivas ao ar livre, quanto<br />
em academias.</p>
<p>2-O uso de máscara atrapalha o rendimento durante a prática de exercícios físicos?</p>
<p>Ao se utilizar uma máscara facial, estamos colocando uma barreira física entre nossa via respiratória e o ar ambiente. Isto irá criar uma dificuldade maior para fazer a mobilização do ar, tanto na inspiração quanto na expiração, que pode variar conforme o material usado na confecção da máscara (de modo geral, quanto mais espesso, maior a dificuldade). Em função disso, é necessário um esforço aumentado da musculatura ventilatória, levando a um maior desconforto respiratório para se realizar um mesmo nível de atividade e, consequentemente, o rendimento no exercício pode ser prejudicado.</p>
<p>3- É verdade que a máscara úmida perde eficiência na proteção?</p>
<p>A máscara perde efetividade quando fica úmida ou molhada, situação que vai ocorrer bem mais fácil e rapidamente com o exercício (tanto pela transpiração, quanto pelo aumento do fluxo de ar através da mesma). Além disso, durante a prática, a maior movimentação aumenta a chance de desajustes da máscara em relação ao nariz e boca, exigindo um manuseio mais frequente e contraindicado, por possibilitar a contaminação da própria máscara. Por isso, o ideal é que, ao sair para praticar exercícios, se levem algumas máscaras adicionais, para serem trocadas com maior frequência, à medida que vão ficando úmidas ou tenham sido manuseadas erroneamente.</p>
<p>4- Procede que o uso de máscara durante exercício físico pode ser perigoso (e fazer mal), pelo fato de respirarmos o ar expirado que acaba ficando “preso” nela e, portanto, com muito gás carbônico?</p>
<p>Não há consistência na hipótese de que, com a máscara, se “retém CO2” (o ar que soltamos) e que esta suposta retenção e sua consequente reinalação traria riscos à saúde do usuário praticando exercícios. Embora a máscara seja uma relativa barreira para a respiração, a permuta de gases inspiratórios e expiratórios ocorre, com uma eventual retenção de CO2, entre ela e o rosto, sendo pequena e insuficiente para provocar um desequilíbrio importante no processo de trocas gasosas pulmonares. Em resumo, a máscara pode trazer certo desconforto respiratório e relativa perda de rendimento  mas não coloca em risco a saúde do usuário que deseja praticar exercícios físicos.</p>
<p>5- Vi na internet que a máscara pode provocar aumento importante da temperatura corporal, mesmo em intensidades moderadas de treino aeróbio. Preciso me preocupar com isso?</p>
<p>O aumento significativo da temperatura corporal (“hipertemia”) pode ser potencializado pelo exercício físico. Logicamente, a intensidade e o volume de treino, além das condições ambientais, como temperatura e umidade do ar elevadas (que dificultam a perda de calor interno para o ambiente, via evaporação do suor), potencializam esse fenômeno. Trabalhos que estudaram esse efeito mostraram que há um óbvio prejuízo<br />
dessa troca térmica na região da face coberta pela máscara. Entretanto, essas pesquisas também citam que isso não é significativo, na grande maioria das pessoas praticando exercício. Primeiramente, porque a superfície afetada é proporcionalmente pequena, como restante da superfície corporal podendo dar conta desse processo. Uma situação lembrada nestes estudos, e que pode inspirar maior cuidado, é quando o praticante também estiver usando roupas protetoras “selantes”, vedando a exposição de grande superfície do corpo, o que naturalmente vai dificultar o processo de controle térmico corporal.</p>
<p>6-Tenho visto controvérsias sobre máscara no exercício físico ao ar livre ou em academias, como desconforto, maior fadiga, umedecimento precoce etc. Existem máscaras próprias para treinos?</p>
<p>A princípio, máscaras foram feitas para proteção, como é o que ocorre nessa atual pandemia, e não para fazer exercícios. Portanto, embora causando potenciais desconfortos e dificuldades, seu uso traz um efeito protetor cientificamente reconhecido. Empresas ainda estão procurando encontrar materiais e modelagens que possam ser melhor aceitas pelos praticantes de exercícios físicos, e testagens estão ocorrendo, para que o usuário possa ter à sua disposição um produto adequado. No momento, o mais importante é tentar encontrar máscaras com as quais o praticante venha a se adaptar adequadamente, mas que tenham o melhor equilíbrio entre proteção (filtragem) e<br />
respirabilidade. Geralmente, máscaras muito finas facilitam a respiração, mas seu efeito protetor tende a ser mais baixo. Testes mostram que máscaras de TNT de qualidade têm boa filtragem e respirabilidade, mas são descartáveis, não podendo ser reutilizadas. Já as de Neoprene, que têm a vantagem de serem laváveis e impermeáveis, também podem oferecer boa proteção, mas com nível de respirabilidade comparativamente bem mais baixo. As de algodão são laváveis, mas molham com mais facilidade durante o exercício,<br />
tendo índices de proteção mais baixos que as anteriores, além de respirabilidade menor que as de TNT, dependendo de suas camadas e espessura. Por fim, as máscaras “hospitalares”, como a N95, são as que possuem o maior poder de filtragem, mas com respirabilidade também considerada baixa (compreensível, já que, para um ambiente hospitalar, é o nível de proteção o que prioritariamente importa, mesmo trazendo uma certa resistência à respiração).</p>
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		<title>Hospitalização por covid-19 é 34% menor entre pessoas fisicamente ativas</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/hospitalizacao-por-covid-19-e-34-menor-entre-pessoas-fisicamente-ativas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2020 18:02:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Karina Toledo &#124; Agência FAPESP – Resultados de uma pesquisa on-line feita com 938 brasileiros que contraíram COVID-19 apontam que a prevalência de hospitalização pela doença foi 34,3% menor entre os voluntários considerados “suficientemente ativos”, ou seja, aqueles que antes da pandemia praticavam semanalmente ao menos 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/hospitalizacao-por-covid-19-e-34-menor-entre-pessoas-fisicamente-ativas/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Karina Toledo | Agência FAPESP</b> – Resultados de uma pesquisa on-line feita com 938 brasileiros que contraíram COVID-19 apontam que a prevalência de hospitalização pela doença foi 34,3% menor entre os voluntários considerados “suficientemente ativos”, ou seja, aqueles que antes da pandemia praticavam semanalmente ao menos 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada ou 75 minutos de alta intensidade.</p>
<p>O questionário foi respondido entre os meses de junho e agosto por indivíduos de ambos os sexos e diversas idades que tiveram a infecção pelo SARS-CoV-2 confirmada pelo teste molecular (RT-PCR, que detecta o RNA viral na fase aguda) ou sorológico (que detecta anticorpos contra o vírus no sangue). Do total de participantes, apenas 91 (9,7%) precisaram ser hospitalizados. Os dados completos do estudo, que contou com apoio da FAPESP, foram <strong><a href="https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.10.14.20212704v1.full.pdf" target="_blank">divulgados</a></strong> na plataforma <i>medRxiv</i>, em artigo ainda sem revisão por pares.</p>
<p>Para definir o critério “suficientemente ativo” os pesquisadores usaram como referência as <strong><a href="https://www.who.int/dietphysicalactivity/publications/9789241599979/en/" target="_blank">recomendações</a></strong> da Organização Mundial de Saúde (OMS) para adultos entre 18 e 64 anos – que, por sua vez, estão baseadas nas diretrizes das principais entidades médicas do mundo.</p>
<p>“Buscamos avaliar se havia alguma redução na prevalência de hospitalização também entre os que praticavam atividade física por um período menor que o recomendado, mas nesse caso a diferença não foi significativa do ponto de vista estatístico”, conta à <b>Agência FAPESP</b> <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/693350/marcelo-rodrigues-dos-santos" target="_blank">Marcelo Rodrigues dos Santos</a></strong>, pós-doutorando na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e idealizador da pesquisa.</p>
<p>O questionário contava com perguntas sobre o quadro clínico (sintomas, medicamentos e, no caso dos que foram hospitalizados, tempo de internação) e outros fatores que poderiam influenciar no desfecho da infecção, como idade, sexo, índice de massa corporal (IMC), doenças preexistentes, condições socioeconômicas, escolaridade, consumo de tabaco e nível de atividade física.</p>
<p>As respostas foram analisadas por modelos estatísticos e, como esperado, a prevalência de hospitalização foi maior entre os homens, os idosos (65 anos ou mais), os voluntários obesos ou com sobrepeso e os de menor nível socioeconômico e menor escolaridade. Contudo, mesmo após descontada a influência desses fatores de risco no resultado final, foi possível observar uma redução de 34,3% na prevalência de hospitalização no grupo “suficientemente ativo”.</p>
<p>Quando foram comparados apenas os voluntários que precisaram ser hospitalizados, o nível de atividade física pré-pandemia não conferiu proteção em termos de tempo de internação, intensidade dos sintomas e necessidade de suplementação de oxigênio ou de intubação.</p>
<p>“Por se tratar de um estudo observacional, não investigamos os mecanismos envolvidos na proteção conferida pela prática de atividade física. Mas há evidências robustas sobre os benefícios dos exercícios para a imunidade. Uma única sessão pode mobilizar bilhões de células de defesa, reintroduzindo-as na circulação”, afirma Santos.</p>
<p>Além disso, como destacam os autores no artigo, a prática de atividade física ajuda a controlar o peso e a prevenir doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, considerados fatores de risco para o agravamento da infecção pelo SARS-CoV-2.</p>
<p><b>Em paralelo</b></p>
<p>Quando a COVID-19 chegou às Américas, Santos tinha acabado de se mudar para Boston, nos Estados Unidos, onde começaria um estágio de pesquisa na Harvard University com <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/188224/efeitos-fisiologicos-do-mononucleotideo-beta-nicotinamida-na-gordura-hepatica-sensibilidade-a-insul/" target="_blank">apoio</a></strong> da FAPESP.</p>
<p>O objetivo do projeto é tentar reverter os efeitos do envelhecimento e de doenças degenerativas por meio de intervenções capazes de restaurar nas células a concentração de uma coenzima conhecida como NAD (nicotinamida adenina dinucleotídeo), que participa de diversos processos biológicos importantes. Diversos estudos já mostraram que os níveis de NAD diminuem com o envelhecimento e que esse declínio está relacionado com o desenvolvimento de distúrbios metabólicos, como a obesidade.</p>
<p>“A proposta é testar em pacientes obesos ou com sobrepeso o efeito de um suplemento novo supostamente capaz de potencializar a ação da NAD. Mas quando os casos de COVID-19 explodiram tudo fechou e a investigação foi temporariamente interrompida. Foi então que surgiu a ideia de fazer uma pesquisa on-line em paralelo”, conta o pesquisador.</p>
<p>Santos articulou-se com colegas da área de Educação Física de diversos Estados brasileiros, que ajudaram a divulgar o link para o questionário em hospitais, clínicas, jornais e redes sociais. Participaram da iniciativa pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e da Escola de Educação Física e Esporte da USP.</p>
<p>“Foi uma espécie de estudo multicêntrico, só que on-line”, comenta Santos.</p>
<p>O artigo <i> Physical Activity Decreases the Prevalence of COVID-19-associated Hospitalization: Brazil EXTRA Study</i> <strong><a href="https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.10.14.20212704v1.full.pdf" target="_blank">www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.10.14.20212704v1.full.pdf</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="https://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a href="https://agencia.fapesp.br/hospitalizacao-por-covid-19-e-34-menor-entre-pessoas-fisicamente-ativas-aponta-estudo/34659/" target="_blank">original aqui</a>.</p>
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		<title>5 Dicas para te ajudar a fazer mais exercícios! Crie estes hábitos!</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/5-dicas-para-te-ajudar-a-fazer-mais-exercicios-crie-estes-habitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2020 13:46:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Praticar exercícios físicos é fundamental  para a nossa saúde, tanto física quanto mental. Entretanto, criar o hábito de realizar exercícios durante a semana não são fáceis para a maioria das pessoas (ainda mais em época de pandemia). Para que uma atividade ser incorporada na sua rotina, ela deve ser realizada constantemente. Por exemplo: não tenho<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/5-dicas-para-te-ajudar-a-fazer-mais-exercicios-crie-estes-habitos/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Praticar exercícios físicos é fundamental  para a nossa saúde, tanto física quanto mental. Entretanto, criar o hábito de realizar exercícios durante a semana não são fáceis para a maioria das pessoas (ainda mais em época de pandemia).</p>
<p>Para que uma atividade ser incorporada na sua rotina, ela deve ser realizada constantemente. Por exemplo: não tenho o hábito de acordar cedo, mas começo a levantar todos os dias um pouco mais cedo do que o meu horário de costume. Logo, quando esta atividade se tornar mais fácil, eu posso me levantar ainda mais cedo. Porém não será fácil criar este hábito como rotina! Por isso sugiro começar as poucos!</p>
<p>Da mesma maneira devemos começar realizando exercícios físicos! Alguns estudos na área de nutrição e na área de educação física mostram que para algo se tornar rotina em nossa vida, e ser consolidado pelo nosso corpo e mente devemos manter persistência nesta atividade por pelo menos noventa dias! Ou seja, mantenha-se firme no seu propósito!</p>
<p>Por isso o ideal é ir colocando a prática dos exercícios aos poucos na sua rotina até que você se condicione e abrace essa ideia. Vale lembrar também de outra dica super importante: prefira atividades pelas quais você sinta prazer! Fica muito mais difícil criar e incorporar um hábito na sua rotina se você não sente satisfação e alegria ao realizá-la.</p>
<p>Então sem mais delongas, listei cinco dicas para você incorporar exercícios físicos na sua rotina!E a melhor parte é que você não vai gastar um centavo com isso! Pelo contrário! Vai ganhar no quesito saúde!</p>
<ul>
<li>Se possível, deixe o carro na garagem e vá andando para o seu trabalho! Ou se tiver uma bike, comece utilizando-a uma duas vezes na semana para ir para o trabalho, faculdade e etc.</li>
<li>Suba de vez em quado as escadas do seu prédio! Deixe de usar o elevador alguns dias a semana. Mas atenção! Se tiver algum problema articular, principalmente no joelho, fale com seu ortopedista se é indicado!</li>
<li>Brinque com as crianças! Prefira brincadeiras que você e seus filhos possam correr e pular! A falta de espaço pode atrapalhar, mas neste momento é a hora de utilizar a criatividade! Quem lembra da brincadeira Morto ou Vivo? Além de ser muito engraçada te ajuda a trabalhar bastante com músculos das pernas!</li>
<li>Leve o cachorro para passear! Se você já realiza esta atividade aumente o número de vezes na semana ou o tempo de duração. O seu corpo e o seu bichinho agradecem!</li>
<li>Serviços domésticos também contam! Os serviços feitos em casa para manter a sua limpeza e manutenção podem te ajudar a realizar mais exercícios! Se possível, faça a limpeza do seu jardim ao invés de terceirizar este serviço, por exemplo!</li>
</ul>
<p>Lembre-se sempre de seguir as recomendações de segurança da OMS contra o coronavírus!</p>
<p>Gostou destas dicas? Espero que elas possam te ajudar a se movimentar mais e assim criar um novo hábito na sua rotina!</p>
<p>Um super beijo a até a próxima postagem!</p>
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		<title>Feliz dia do Nutricionista e do profissional de Educação Física!</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/feliz-dia-do-nutricionista-e-do-profissional-de-educacao-fisica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2020 18:47:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dia 31 de agosto comemora-se o dia do Nutricionista! E logo em seguida, no dia primeiro de setembro comemora-se o dia do profissional de Educação Física! E engana-se quem pensa que a função de um nutricionista é apenas emagrecimento. Ela vai muito além! Um profissional da nutrição conhece o papel dos alimentos no nosso organismo<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/feliz-dia-do-nutricionista-e-do-profissional-de-educacao-fisica/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 31 de agosto comemora-se o dia do Nutricionista! E logo em seguida, no dia primeiro de setembro comemora-se o dia do profissional de Educação Física!</p>
<p>E engana-se quem pensa que a função de um nutricionista é apenas emagrecimento. Ela vai muito além! Um profissional da nutrição conhece o papel dos alimentos no nosso organismo e auxilia na orientação e promoção de um bom funcionamento do organismo. Atua ainda no ganho e/ou manutenção de saúde e bem-estar e pode ainda exercer sua profissão em diversas outras áreas realizando os mais diferentes trabalhos como:</p>
<ol>
<li>Na alimentação coletiva, gerindo unidades de alimentação e nutrição (hotéis, restaurantes, spas, escolas públicas e privadas e etc);</li>
<li>Assistência em hospitais, clínicas, lactários e ambulatórios;</li>
<li>Em suporte para atletas e desportistas;</li>
<li>Na área de vigilância em saúde, epidemiológica e sanitária;</li>
<li>Na produção de alimentos, indústrias, controle de qualidade, produção de produtos;</li>
<li>Na área de pesquisa, ensino e extensão nos cursos de graduação e pós-graduação em nutrição, cursos de aperfeiçoamento profissional, cursos técnicos e outros da área de saúde.</li>
</ol>
<p class="font_8 color_14"><span class="transparent">O profissional de educação física também tem um papel importante na saúde populacional. É por meio da prática regular de exercícios físicos e esportes que é possível viver com mais qualidade de vida, prevenir e/ou tratar doenças e claro, se divertir e interagir com familiares e amigos. Algumas das orientações deste profissional também incluem:</span></p>
<ol>
<li>Atuar na área de educação<span class="transparent"> como professor de escolas promovendo o desenvolvimento motor de crianças e adolescentes</span> ou como coordenador pedagógico;</li>
<li>Orientar e supervisionar academias, spas e clubes;</li>
<li>Atuar como treinador e preparador físico de atletas profissionais e amadores;</li>
<li>Em hospitais e clínicas realizando reabilitação física em conjunto com fisioterapeutas.</li>
</ol>
<p>Estas duas profissões possuem profissionais parceiros, que se complementam e que são imprescindíveis para os nossos dias atuais. Procure sempre as pessoas que são graduadas em nutrição para te auxiliar com a sua alimentação e as que são graduadas em educação física para te auxiliar com a prática de exercícios! Estes profissionais são indispensáveis para te ajudar na sua saúde já que estudaram por anos a fio para poder proporcionar para a população sempre o melhor e o correto quando se trata de qualidade de vida.</p>
<p>Essa foi a dica de hoje! Beijos e até o próximo post!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Atividade Física combate hipertensão e aumenta resistência ao esforço em transplantados cardíacos</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/atividade-fisica-combate-hipertensao-e-aumenta-resistencia-ao-esforco-em-transplantados-cardiacos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2020 12:17:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>André Julião &#124; Agência FAPESP – A hipertensão arterial é muito comum entre pacientes que passaram por um transplante de coração, ocorrendo em até 95% dos casos após os primeiros cinco anos de cirurgia. De acordo com um estudo conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e na Universidade de São Paulo (USP), a prática regular<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/atividade-fisica-combate-hipertensao-e-aumenta-resistencia-ao-esforco-em-transplantados-cardiacos/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>André Julião | Agência FAPESP</strong> – A hipertensão arterial é muito comum entre pacientes que passaram por um transplante de coração, ocorrendo em até 95% dos casos após os primeiros cinco anos de cirurgia. De acordo com um estudo conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e na Universidade de São Paulo (USP), a prática regular de exercícios físicos pode ser uma forma de amenizar o problema.</p>
<p>O estudo, apoiado pela FAPESP e <strong><a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/2047487319880650" target="_blank">publicado</a></strong> no <em>European Journal of Preventive Cardiology</em>, mostrou que a atividade física não apenas reduz a pressão arterial como aumenta a capacidade cardiorrespiratória de pessoas transplantadas.</p>
<p>A melhora foi ainda mais significativa em pessoas com evidências de reinervação do músculo cardíaco, ou seja, aquelas cujos nervos voltaram a crescer em volta do novo órgão transplantado.</p>
<p>“Durante a cirurgia, os nervos que fazem o controle dos batimentos cardíacos são cortados para a retirada do coração doente. Há indivíduos que apresentam boa reinervação do órgão transplantado após a cirurgia, principalmente durante o primeiro ano. Outros nem tanto, podendo até não apresentar nenhum sinal de reinervação”, explica <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/171074/" target="_blank">Emmanuel Gomes Ciolac</a></strong>, professor da Faculdade de Ciências da Unesp, em Bauru, e coordenador do estudo.</p>
<p>Segundo o pesquisador, mesmo tendo uma boa recuperação e melhora da qualidade de vida, boa parte dos pacientes operados apresenta alterações nos batimentos cardíacos, que ficam mais elevados no repouso e respondem mais lentamente ao esforço físico. “Esse prejuízo da inervação cardíaca, em conjunto com o uso de medicamentos para evitar a rejeição do órgão transplantado, está associado a um maior risco de desenvolver hipertensão arterial”, conta.</p>
<p>No experimento descrito no artigo, um grupo de pacientes que havia recebido um novo coração há mais de um ano – período em que acontece a maior parte da reinervação do órgão transplantado – foi submetido a uma rotina de exercícios e avaliado segundo a capacidade cardiorrespiratória e a pressão arterial. Mesmo pacientes que não tinham evidências de reinervação obtiveram melhora nos dois quesitos. Porém, os benefícios foram maiores nos pacientes com sinais de reinervação.</p>
<p>A pesquisa integra o projeto “<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/47356/" target="_blank">Efeitos da atividade física em piscina aquecida versus atividade física em solo na densidade mineral óssea, capacidade física e composição corporal em transplantados cardíacos</a></strong>”, financiado pela FAPESP.</p>
<p>De acordo com Ciolac, nos pacientes sem evidência de reinervação os batimentos cardíacos aumentam menos e mais lentamente durante as sessões de exercício. Tal fato pode explicar por que nesses indivíduos a prática de atividade física resultou em menor redução da pressão arterial. “Essa resposta cardíaca reduzida pode ter promovido menores adaptações cardiovasculares, incluindo a pressão arterial e a capacidade cardiorrespiratória”, afirma.</p>
<p>Não existem ainda intervenções, sejam farmacológicas ou cirúrgicas, que possam aumentar a reinervação após o transplante.</p>
<p><strong>Voluntários</strong></p>
<p>Foram selecionados 33 pacientes para o estudo. Destes, 16 tinham evidência de reinervação cardíaca e 17 não tinham. Para saber quais voluntários se enquadravam em cada grupo, os pesquisadores usaram uma metodologia conhecida pela sigla CPX (acrônimo em inglês para teste de esforço cardiopulmonar). Para serem considerados com evidência de reinervação cardíaca, os pacientes caminhavam em uma esteira ergométrica e tinham de se enquadrar em pelo menos dois de três critérios.</p>
<p>Nos primeiros 60 segundos de caminhada, a frequência cardíaca deveria subir pelo menos cinco batimentos por minuto (bpm). Em seguida, quando o voluntário atingisse o maior esforço possível, a frequência deveria chegar a 80% do máximo previsto para a sua idade. Por fim, no primeiro minuto após o término do esforço, a frequência cardíaca deveria diminuir ao menos um bpm. Quem não se enquadrasse em nenhum dos critérios era classificado como “sem evidência de reinervação”.</p>
<p>Estes critérios foram baseados em estudos que analisaram a resposta cardiovascular ao CPX em pacientes com e sem reinervação. Para fazer parte do estudo, os voluntários tinham de ser considerados sedentários ou insuficientemente ativos, não tendo realizado atividade física ou exercício de forma regular nos seis meses anteriores. Além disso, não podiam ter nenhum tipo de doença que influenciasse os resultados.</p>
<p>Depois da divisão em dois grupos, cada um dos 33 pacientes, com idades entre 20 e 60 anos, foi submetido por 12 semanas a uma rotina de treinamento. Duas vezes por semana, eles realizavam uma sequência composta de cinco minutos de aquecimento, 30 minutos de caminhada ou corrida leve numa esteira ergométrica, uma série de 10 a 15 repetições de cinco exercícios de musculação e, por fim, cinco minutos de alongamento.</p>
<p>O treinamento era realizado no Laboratório de Estudos do Movimento do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HC-FM) da USP ou no Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepe-USP). Nos fins de semana, os voluntários realizavam uma terceira sessão de 30 minutos de caminhada ou corrida leve, sem supervisão, no local que preferissem (podia ser em casa, na rua, em praça ou parque público, por exemplo).</p>
<p>Antes e ao fim das 12 semanas do estudo, os pacientes tiveram a pressão arterial medida por 24 horas seguidas com um aparelho de monitoração ambulatorial. Os dois grupos obtiveram melhora após o programa de exercícios, porém, os pacientes com evidência de reinervação obtiveram redução na pressão sistólica e diastólica, enquanto os pacientes sem evidência de reinervação reduziram apenas a pressão diastólica, que foi em menor magnitude e por um número menor de horas.</p>
<p><strong>Capacidade cardiorrespiratória</strong></p>
<p>Testes cardiorrespiratórios mostraram que os voluntários com evidência de reinervação aumentaram o consumo máximo de oxigênio em 10,8% e a tolerância ao exercício em 13,4%, enquanto os sem reinervação aumentaram apenas esse último item, em 9,9%. A chamada velocidade de onda de pulso não mudou em nenhum dos grupos.</p>
<p>“Este é um teste que mede a rigidez arterial por meio de sensores colocados sobre a artéria carótida e femoral, calculando a velocidade que o pulso arterial demora para percorrer esse trajeto. Quanto mais veloz, mais rígida a artéria e pior o prognóstico. Quanto mais lento, mais elástica a artéria e melhor o prognóstico. Isso não melhorou em nenhum dos dois grupos”, conta Ciolac.</p>
<p>Outros estudos já haviam demonstrado que a prática de atividade física beneficia pessoas com hipertensão arterial. O trabalho mostra que o mesmo se aplica àqueles que passaram por transplante de coração. Além disso, traz novas evidências para a importância da reinervação cardíaca após o transplante, o que pode inspirar novas pesquisas com o objetivo de entender melhor o processo de reinervação para poder melhorá-lo.</p>
<p>“O exercício tem boas implicações para a qualidade de vida da pessoa que recebeu transplante cardíaco. Mesmo os pacientes sem evidência de reinervação aumentam a sua tolerância ao esforço, melhorando sua capacidade para realizar as atividades comuns do dia a dia, por exemplo. As recomendações para o exercício em transplantados são similares àquelas para qualquer pessoa com risco cardiovascular: antes de começar, fazer uma avaliação clínica para verificar o estado geral de saúde e identificar possíveis riscos associados ao esforço físico. Depois, ter uma rotina de treinamentos orientada por um profissional de educação física capacitado”, diz o pesquisador.</p>
<p>O artigo <em>Cardiac reinnervation affects cardiorespiratory adaptations to exercise training in individuals with heart transplantation</em> (doi: 10.1177/2047487319880650), de Emmanuel G. Ciolac, Rafael E. Castro, Isabela R. Marçal, Fernando Bacal, Edimar A. Bocchi e Guilherme V. Guimarães, pode ser lido em: <strong><a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/2047487319880650" target="_blank">https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/2047487319880650</a></strong>.</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="https://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a href="https://agencia.fapesp.br/atividade-fisica-combate-hipertensao-e-aumenta-resistencia-ao-esforco-em-transplantados-cardiacos/33741/" target="_blank">original aqui</a>.</p>
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		<title>Faça exercícios porque se ama!</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/faca-exercicios-porque-se-ama/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2020 12:24:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Oi gente! Como vocês têm passado esse tempo de reclusão? Hoje me deparei com uma frase que nos ajuda a refletir um bocado em relação a nós e nossos corpos: &#8221; Se exercite porque você ama seu corpo e não porque você o odeia&#8221;! Muitas vezes sentimos pressão por parte da mídia para nos encaixarmos<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/faca-exercicios-porque-se-ama/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Oi gente! Como vocês têm passado esse tempo de reclusão? Hoje me deparei com uma frase que nos ajuda a refletir um bocado em relação a nós e nossos corpos: &#8221; Se exercite porque você ama seu corpo e não porque você o odeia&#8221;! Muitas vezes sentimos pressão por parte da mídia para nos encaixarmos num padrão de corpo que a sociedade atual cultua (corpos excessivamente magros).</p>
<p>E o exercício passa a se tornar um meio para isso, para este objetivo exclusivo. Entretanto, devemos levar em consideração que o exercício físico não é um meio apenas para modificar fisicamente o nosso corpo. Através dele conseguimos dormir melhor, sentir prazer e bem-estar (através da liberação de hormônios como a endorfina), melhorar o nosso humor, sentir mais disposição, estreitar os laços familiares (realizando exercícios ou alongamentos em família nesta quarentena, por exemplo), sentir mais energia e menos preguiça.</p>
<p>Contudo, muitas vezes percebo que grande parte das pessoas preferem priorizar o exercício para atingir apenas o padrão de &#8220;beleza&#8221; da magreza. Deixo entre aspas a palavra beleza pois é algo muito relativo e particular de cada um. O que é belo para um, pode não ser para o outro. E nunca vamos agradar a todos! Pense bem, vale muito mais a pena agradar a si mesmo! Estar em paz de espírito consigo! Não realizar exercícios do qual gosta ou prefere, ou realizar demasiadamente, prejudicando a sua própria saúde são tão ruins fisicamente quanto mentalmente! A frustração na maioria das vezes anda junto com o que não gostamos. Quando você realiza atividades e exercícios que lhe fazem bem, também auxilia na sua saúde mental!</p>
<p>Por isso, quando pensar em realizar exercícios, pense em melhorar o seu bem estar e não em alcançar um padrão que é mutável e que pode não lhe fazer bem, tanto mentalmente quanto fisicamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Estudo demonstra o papel positivo da atividade física na doença pulmonar</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/estudo-demonstra-o-papel-positivo-da-atividade-fisica-na-doenca-pulmonar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2020 12:47:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Física]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>José Tadeu Arantes &#124; Agência FAPESP – Exercícios físicos aeróbicos diminuem a intensidade da inflamação na asma e a progressão da lesão dos pulmões na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Esses dados – de grande relevância para os portadores das referidas enfermidades, bem como para o sistema de saúde em geral – foram demonstrados, pela<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/estudo-demonstra-o-papel-positivo-da-atividade-fisica-na-doenca-pulmonar/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>José Tadeu Arantes | Agência FAPESP</b> – Exercícios físicos aeróbicos diminuem a intensidade da inflamação na asma e a progressão da lesão dos pulmões na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Esses dados – de grande relevância para os portadores das referidas enfermidades, bem como para o sistema de saúde em geral – foram demonstrados, pela primeira vez, pelo projeto temático “<a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/auxilios/29400/efeitos-do-ambiente-e-do-estilo-de-vida-sobre-a-asma-e-a-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-estudos" target="_blank"><b>Efeitos do ambiente e do estilo de vida sobre a asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica: estudos experimentais e clínicos</b></a>”, coordenado por Milton de Arruda Martins, professor titular de Clínica Médica Geral da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e diretor do Serviço de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da FMUSP. O projeto contou com o apoio da FAPESP</p>
<p>“Reunimos um grande número de pesquisadores, o que possibilitou realizar tanto pesquisas de laboratório com modelos animais quanto pesquisas clínicas com humanos. Foi, como costuma ser dito, um estudo da bancada para a beira do leito”, disse Martins à <b>Agência FAPESP</b>.</p>
<p>A asma caracteriza-se por uma inflamação dos brônquios que pode resultar de vários fatores (genéticos, ambientais, psicológicos e outros). É a doença crônica de maior prevalência na infância e uma das mais comuns na vida adulta. O asmático típico é aquele indivíduo que está bem e, de repente, ao entrar em contato com algum fator desencadeante (estresse, poluição, fumaça de cigarro, material alergênico, gripe etc.), entra em crise, apresentando sintomas como tosse, chiado no peito, falta de ar etc. Estes geralmente começam a se manifestar na infância, mas podem ocorrer pela primeira vez na vida adulta.</p>
<p>A doença pulmonar obstrutiva crônica também envolve inflamação. Porém surge na vida adulta. E tem, como fator principal, o tabagismo ativo. Se o pulmão de um portador de DPOC for investigado, será constatado um misto de enfisema pulmonar (destruição dos alvéolos e formação de espaços aéreos maiores) e bronquite (inflamação dos brônquios). Esses dois componentes, ambos obstrutivos, provocam uma redução do fluxo aéreo.</p>
<p>Há, contudo, uma importante diferença na evolução das duas doenças. Na asma, a pessoa piora e melhora rapidamente. Na DPOC, a função pulmonar declina de modo progressivo e irreversível. Pode haver, também, uma sobreposição das duas doenças. Às vezes, o indivíduo é asmático na infância, melhora na adolescência, passa a fumar e desenvolve DPOC.</p>
<p>“Nosso projeto procurou enfocar a asma e a DPOC no mundo real. Isto é, considerando os efeitos do tabagismo, da poluição atmosférica e da atividade física – três fatores ligados ao estilo de vida. Demonstramos que o exercício aeróbico atenua ou reverte a inflamação provocada pelo quadro asmático; desacelera a progressão da DPOC, mesmo em tabagistas; e protege contra infecções”, afirmou o pesquisador.</p>
<p>O projeto desdobrou-se em quatro estudos principais. O primeiro partiu de um dado que já havia sido registrado na literatura médica, segundo o qual o fumante que faz exercício evolui melhor do que o fumante sedentário, com uma pioria da condição pulmonar mais lenta.</p>
<p>“Nossa contribuição pioneira, neste caso, foi desenvolver um modelo animal com camundongos. Parte deles foi condicionada a fazer atividade física aeróbica em esteira, 50 minutos por dia, cinco dias por semana, durante dois meses. E parte foi levada a inalar fumaça de cigarro, em uma câmara especial. Selecionamos, então, quatro grupos de animais, contemplando as quatro combinações possíveis: os que não fumavam nem faziam atividade física; os que fumavam e eram sedentários; os que fumavam e praticavam atividade física; e os que não fumavam e faziam atividade física”, detalhou Martins.</p>
<p>O estudo prolongou-se por seis meses, o que corresponde a um terço ou um quarto da vida dos camundongos, cuja duração é de um ano e meio a dois anos. Esse prazo foi escolhido por analogia com o tempo que uma pessoa precisa para desenvolver DPOC: cerca de 20 anos de tabagismo ativo em uma expectativa de vida de 70 a 80 anos.</p>
<p>“Constatamos que todos os animais expostos à fumaça do cigarro desenvolveram enfisema pulmonar evidente. Mas aqueles que, embora ‘fumantes’, fizeram atividade física tiveram uma atenuação muito importante no desenvolvimento do enfisema”, informou o pesquisador.</p>
<p>Investigando as causas do efeito protetor do exercício aeróbico em relação ao enfisema, os estudiosos o relacionaram com o aumento da capacidade de o organismo reagir aos fatores oxidantes.</p>
<p>O segundo estudo também foi uma experimentação com modelos animais, enfocando asma e exercício. Em um formato bastante semelhante ao anterior, utilizou camundongos, parte dos quais teve asma induzida por aerossol de ovo-albumina e parte dos quais fez exercícios. Igualmente neste caso, foram selecionados quatro grupos: com asma e sedentário; com asma e praticante de exercício; sem asma e sedentário; sem asma e praticante de exercício.</p>
<p>“Verificamos que os camundongos treinados desenvolveram inflamação pulmonar menos intensa do que os não treinados. E que os animais que começaram a treinar depois de induzida a asma tiveram revertidas muitas das alterações provocadas pelo quadro asmático. Portanto, existe um efeito tanto preventivo quanto retroativo do exercício”, resumiu Martins.</p>
<p>O terceiro estudo, liderado por <b><a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/8425/celso-ricardo-fernandes-de-carvalho/]" target="_blank">Celso Fernandes Carvalho</a></b>, professor de Fisioterapia Respiratória na FMUSP e principal responsável pelos estudos clínicos realizados pela equipe, procurou investigar o efeito protetor do exercício aeróbico contra a asma em humanos.</p>
<p>Para participar desse estudo, foram sorteados voluntários portadores de asma classificada como “moderada a grave”, mas cujos sintomas estavam controlados por meio de medicação com corticosteroides por via inalatória. Eram pessoas que não estavam em crise asmática, portanto.</p>
<p>Sob supervisão médica e acompanhamento de educadores físicos e fisioterapeutas, um grupo fez treinamento aeróbico na esteira, com aumentos de carga e velocidade de acordo com avaliações periódicas. E outro contingente, o grupo-controle, também compareceu ao hospital, mas fez exercícios de alongamento e relaxamento, sem atividade aeróbica propriamente dita.</p>
<p>“Comparando os dois grupos, verificamos que aquele que fez atividade aeróbica apresentou melhor qualidade de vida, com menos crises, e melhoria efetiva da inflamação pulmonar. Para avaliar a inflamação, utilizamos duas estratégias não invasivas: a medição da concentração de óxido nítrico no ar exalado e a medição da quantidade de eosinófilos no escarro induzido. Os dois marcadores diminuíram nos portadores de asma que passaram por treino aeróbico. E não diminuíram nos que só fizeram exercícios de alongamento”, descreveu Martins.</p>
<p><b>Melhor qualidade de vida</b></p>
<p>Segundo o pesquisador, foi a primeira vez que se demonstrou que a atividade aeróbica não tem apenas a função de melhorar a qualidade de vida – o que já seria importante. Mas exerce também efeito de tratamento, fazendo diminuir a inflamação associada à asma.</p>
<p>É claro que esse tipo de teste só pode ser feito no asmático compensado por medicamento, porque aquele que está descompensado tem crises de asma durante o exercício. E acaba desenvolvendo uma relação de amor e ódio com o exercício.</p>
<p>Em uma segunda fase do mesmo estudo, foram analisados 43 voluntários que fizeram treinamento aeróbico por 12 semanas. Foi testada a hiper-responsividade pulmonar (isto é, o quanto o indivíduo responde à inalação de bronquioconstritores), que é uma das marcas características da asma. E medidos mediadores inflamatórios no sangue. Tanto a hiper-responsividade quanto os mediadores inflamatórios diminuíram com o condicionamento físico. Ao mesmo tempo, a interleucina 10 (IL-10), que é um agente anti-inflamatório, aumentou.</p>
<p>“Ou seja, verificamos que o efeito não se dá apenas no pulmão. É sistêmico. E, em princípio, pode ser alcançado por qualquer atividade aeróbica (caminhada, corrida, natação, ciclismo etc.), desde que esta atinja o nível considerado moderado. De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Esportiva, o nível moderado é atingido quando o indivíduo passa a suar, experimenta uma elevação do batimento cardíaco, mas ainda não fica ofegante, conseguindo conversar normalmente com outra pessoa”, comentou Martins.</p>
<p>Porém, embora duradouro, o efeito do exercício não é permanente. Se a pessoa interromper o treinamento, voltará à condição anterior após alguns meses. Por isso, a atividade física deve ser regular e aumentar progressivamente.</p>
<p>O quarto estudo, finalmente, foi realizado em conjunto com pesquisadores do Instituto Butantan. O objetivo era saber se o condicionamento físico protege ou não contra infecções. Neste caso, parte dos camundongos foi bem condicionada por um treinamento de quatro semanas e parte foi mantida sedentária. Depois, os animais receberam, por via intranasal, uma dose não letal de <i>Streptococcus pneumoniae</i>, a bactéria mais frequentemente associada à pneumonia.</p>
<p>“O experimento mostrou que a pneumonia foi muito menos intensa no grupo de animais condicionados – tanto pelas alterações inflamatórias verificadas quanto pelo número de bactérias isoladas nos pulmões”, concluiu o pesquisador.</p>
<p><b>Trabalhos publicados em periódicos internacionais pela equipe do projeto:</b></p>
<p style="margin-left: 40px">Silva RA, Vieira RP, Duarte AC, Lopes FD, Perini A, Mauad T, Martins MA, Carvalho CR. <b><i><a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19897558" target="_blank">Aerobic training reverses airway inflammation and remodeling in asthma murine model</a></i></b>. <i>European Respiratory Journal</i> 35:994-1002, 2010.</p>
<p style="margin-left: 40px">Mendes FA, Gonçalves RC, Nunes MP, Saraiva-Romanholo BM, Cukier A, Stelmach R, Jacob-Filho W, Martins MA, Carvalho CR. <b><i><a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20363839" target="_blank">Effects of aerobic training on psychosocial morbidity and symptoms in asthmatic patients: a randomized clinical trial</a></i></b>. <i>Chest</i>138:331-337, 2010.</p>
<p style="margin-left: 40px">Mendes FA, Almeida FM, Cukier A, Stelmach R, Jacob-Filho W, Martins MA, Carvalho CR. <b><i><a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20581719" target="_blank">Effects of aerobic training on airway inflammation in asthmatic patients</a></i></b>. <i>Medicine &amp; Science in Sports &amp; Exercise</i> 43:197-203, 2011.</p>
<p style="margin-left: 40px">Toledo AC, Magalhaes RM, Hizume DC, Vieira RP, Biselli PJC, Moriya HT, Mauad T, Lopes FDTQS, Martins MA. <b><i><a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21700603" target="_blank">Aerobic exercise attenuates pulmonary injury induced by exposure to cigarette smoke</a></i></b>. <i>European Respiratory Journal</i> 39:254-264, 2012.</p>
<p style="margin-left: 40px">Silva AC, Vieira RP, Nisiyama M, Santos AB, Perini A, Mauad T, Dolhnikoff M, Martins MA, Carvalho CR. <b><i><a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22510803" target="_blank">Exercise inhibits allergic lung inflammation</a></i></b>. <i>International Journal of Sports Medicine</i> 33:402-409, 2012.</p>
<p style="margin-left: 40px">Olivo CR, Vieira RP, Arantes-Costa FM, Perini A, Martins MA, Carvalho CRF. <b><i><a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22633937" target="_blank">Effects of aerobic exercise on chronic allergic airway inflammation and remodeling in guinea pigs</a></i></b>. <i>Respiratory Physiology &amp; Neurobiology</i> 182:81-87, 2012.</p>
<p style="margin-left: 40px">Olivo CR, Miyaji EN, Oliveira ML, Almeida FM, Lourenço JD, Abreu RM, Arantes PM, Lopes FD, Martins MA. <b><i><a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25190745" target="_blank">Aerobic exercise attenuates pulmonary inflammation induced by Streptococcus pneumoniae</a></i></b>. <i>Journal of Applied Physiology</i> 117:998-1007, 2014.</p>
<p style="margin-left: 40px">Silva RA, Almeida FM, Olivo CR, Saraiva-Romanholo BM, Martins MA, Carvalho CR. <b><i><a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25156656" target="_blank">Airway remodeling is reversed by aerobic training in a murine model of chronic asthma</a></i></b>. <i>Scandinavian Journal of Medicine and Science of Sports</i> 25:e258-266, 2015.</p>
<p style="margin-left: 40px">França-Pinto A, Mendes FAR, Carvalho-Pinto RM, Agondi RC, Cukier A, Stelmach R, Saraiva-Romanholo BM, Kalil J, Martins MA, Giavina-Bianchi P, Carvalho CRF. <b><i><a href="http://thorax.bmj.com/content/early/2015/05/07/thoraxjnl-2014-206070.abstract" target="_blank">Aerobic training decreases bronchial hyperresponsiveness and systemic inflammation in patients with moderate or severe asthma: a randomized controlled trial</a></i></b><i>. Thorax</i> 70:732-729, 2015.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="http://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a href="http://agencia.fapesp.br/estudo-demonstra-o-papel-positivo-da-atividade-fisica-na-doenca-pulmonar/23490/" target="_blank">original aqui</a>.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://renataferracioli.com.br/estudo-demonstra-o-papel-positivo-da-atividade-fisica-na-doenca-pulmonar/">Estudo demonstra o papel positivo da atividade física na doença pulmonar</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://renataferracioli.com.br">RENATA FERRACIOLI</a>.</p>
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