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	<title>Arquivos Geral &#8211; RENATA FERRACIOLI</title>
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	<description>Nutricionista e Prof. Educação Física</description>
	<lastBuildDate>Tue, 04 May 2021 22:55:03 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
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		<title>Prevenção e combate da Hipertensão Arterial</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/prevencao-e-combate-da-hipertensao-arterial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 May 2021 22:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A hipertensão arterial é uma das doenças cardiovasculares mais frequentes do Brasil e um dos principais fatores de risco para complicações como acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio. Os bons hábitos alimentares além de auxiliarem na manutenção e melhora da saúde também podem prevenir o surgimento da Hipertensão Arterial. Reduza: Ingestão de sal;<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/prevencao-e-combate-da-hipertensao-arterial/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A hipertensão arterial é uma das doenças cardiovasculares mais frequentes do Brasil e um dos principais fatores de risco para complicações como acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio.</p>
<p>Os bons hábitos alimentares além de auxiliarem na manutenção e melhora da saúde também podem prevenir o surgimento da Hipertensão Arterial.</p>
<p>Reduza:</p>
<ul>
<li>Ingestão de sal;</li>
<li>Ingestão de gordura</li>
<li>Consumo de alimentos industrializados e enlatados.</li>
</ul>
<p>Priorize:</p>
<ul>
<li>Atividade física;</li>
<li>Consumo de frutas e vegetais;</li>
<li>Temperos caseiros como alho, cebola e cheiro verde.</li>
</ul>
<p>Espero que tenham gostado das dicas! Beijos nutridos e até a próxima!</p>
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		<item>
		<title>07 de Abril &#8211; Dia Mundial da Saúde</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/07-de-abril-dia-mundial-da-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Apr 2021 02:13:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será que ser saudável significa que você tem ausência de doenças? Muitas pessoas consideram-se saudáveis quando estão sem nenhuma doença, porém a falta de enfermidades não significa presença de saúde. Dizer que uma pessoa está saudável requer a análise de um conjunto de fatores, tais como qualidade de vida e aspectos mentais e físicos. A<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/07-de-abril-dia-mundial-da-saude/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Será que ser saudável significa que você tem ausência de doenças?</p>
<p>Muitas pessoas consideram-se saudáveis quando estão sem nenhuma doença, porém a falta de enfermidades não significa presença de saúde. Dizer que uma pessoa está saudável requer a análise de um conjunto de fatores, tais como qualidade de vida e aspectos mentais e físicos.</p>
<p>A Organização Mundial definiu que “<strong>a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade</strong>”.</p>
<p>A saúde deve ser vista portanto como uma forma de total bem-estar, que é conseguido não só por meio do tratamento de doenças ou de sua prevenção, mas também através da qualidade de vida.</p>
<p>De acordo com a Lei nº 8.080, de 1990, a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. A lei também enfoca que, para haver saúde, alguns fatores são determinantes, tais como: a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais. O papel do Estado para garantir o bem-estar da população é fundamental, pois é ele o responsável pela qualidade de vida de cada cidadão.</p>
<p>Percebe-se, portanto, que todos os fatores, por mais irrelevantes que possam parecer, afetam a vida de um indivíduo e, consequentemente, a sua saúde.</p>
<p>E o que podemos fazer então no nosso dia-a-dia? Podemos tentar adotar algumas práticas mais saudáveis e torná-las um hábito. Com o tempo estes novos hábitos se tornam rotina e a qualidade de vida é transformada para melhor!</p>
<p>Veja abaixo algumas dicas para melhorar a sua saúde!</p>
<ul>
<li>Alimentar-se da melhor maneira possível;</li>
<li>Praticar atividades físicas;</li>
<li>Ingerir no mínimo dois litros de água por dia;</li>
<li>Colocar em sua rotina atividades prazerosas;</li>
<li>Evitar fazer uso de cigarros;</li>
<li>Ter boas noites de sono;</li>
<li>Evitar atividades que causem estresse;</li>
<li>Utilizar remédios apenas com recomendação médica;</li>
<li>Não comparar o seu padrão de vida com o de outras pessoas.</li>
</ul>
<p>Manter-se feliz e positivo diante da vida também é uma forma de ter saúde!</p>
<p>Espero que tenham gostado do post de hoje! Beijos nutridos e até a próxima!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Crie Hábitos em 5 passos!</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/crie-habitos-em-5-passos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2021 16:22:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Oi gente tudo bem? Hoje vou falar um pouco sobre como criar hábitos! Manter hábitos são necessários para que haja organização nas nossas tarefas cotidianas. Geralmente quem cria hábitos realiza mais tarefas com maior eficiência! E com sua alimentação não é diferente: você precisa criar hábitos ou rotinas para atingir seus objetivos: emagrecimento, hipertrofia, melhora<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/crie-habitos-em-5-passos/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Oi gente tudo bem?</p>
<p>Hoje vou falar um pouco sobre como criar hábitos! Manter hábitos são necessários para que haja organização nas nossas tarefas cotidianas. Geralmente quem cria hábitos realiza mais tarefas com maior eficiência!</p>
<p>E com sua alimentação não é diferente: você precisa criar hábitos ou rotinas para atingir seus objetivos: emagrecimento, hipertrofia, melhora na qualidade de vida&#8230;</p>
<p>Por isso listei 5 dicas para te ajudar a se organizar!</p>
<ol>
<li>Estabeleça Metas Específicas: trace metas específicas para serem atingidas! Metas amplas podem ser mais difíceis de serem alcançadas e podem te deixar desmotivado por não alcançá-las;</li>
<li>Anote as Novas Tarefas: e as deixe visíveis para que você possa lembrar de executá-las;</li>
<li>Programe Lembretes: durante a correria do nosso dia algumas tarefas podem ser esquecidas. Programe lembretes no seu celular para te ajudar;</li>
<li>Avalie e Anote o seu Progresso: controlar o que foi feito e como foi feito é importante para te ajudar a melhorar nas suas próximas metas;</li>
<li>Comemore a meta atingida: Valorize o seu objetivo alcançado ao invés de olhar aquilo que não deu certo. Assim você gera motivação para continuar seguindo em frente!</li>
</ol>
<p>Espero que tenham gostado dessas dicas! Beijos e até a próxima!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo investiga como estresse gerado por privação de sono afeta a imunidade</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/estudo-investiga-como-estresse-gerado-por-privacao-de-sono-afeta-a-imunidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Dec 2020 19:10:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Janaína Simões  &#124;  Agência FAPESP – Com o objetivo de analisar a relação entre os sistemas nervoso e imunológico, um grupo coordenado por cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) investigou como a privação de sono impacta as respostas imunológicas em três situações distintas: na asma alérgica, na malária e na imunoterapia contra tumores. Para<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/estudo-investiga-como-estresse-gerado-por-privacao-de-sono-afeta-a-imunidade/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Janaína Simões  |  Agência FAPESP</b> – Com o objetivo de analisar a relação entre os sistemas nervoso e imunológico, um grupo coordenado por cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) investigou como a privação de sono impacta as respostas imunológicas em três situações distintas: na asma alérgica, na malária e na imunoterapia contra tumores. Para isso, os pesquisadores induziram em camundongos distúrbios na fase REM do sono (sigla em inglês para <i>Rapid Eye Movement</i>), a mais importante para o descanso e o equilíbrio do organismo.</p>
<p>Em uma das pesquisas, o grupo avaliou se o estresse causado pela privação de sono poderia interferir na imunidade natural durante o processo de desenvolvimento da malária. No outro estudo, procurou-se saber o impacto em um tratamento para câncer, utilizando um imunoterápico desenvolvido por uma empresa japonesa. No terceiro, o objetivo foi entender se o estresse pioraria uma doença inflamatória preexistente, no caso, a asma.</p>
<p>“Nosso objetivo com esse conjunto de pesquisas é melhorar a compreensão da relação bidirecional entre os sistemas nervoso e imunológico, contribuindo para o desenvolvimento de novas formas de intervenção em doenças inflamatórias, imunoterapia, imunoprofilaxia e no tratamento de transtornos neurológicos”, disse <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/2982/alexandre-de-castro-keller" target="_blank">Alexandre Keller</a></strong>, da Unifesp.</p>
<p>Keller e <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/42936/daniela-santoro-rosa/" target="_blank">Daniela Santoro Rosa</a></strong>, ambos professores do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da instituição, coordenaram as pesquisas que desenvolveram em parceria com a professora <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/15176/monica-levy-andersen" target="_blank">Monica Levy Andersen</a></strong>, do Departamento de Psicobiologia da universidade. Os estudos foram financiados pela FAPESP por meio de quatro Auxílios à Pesquisa (<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/47617/estudo-sobre-o-papel-de-respostas-th2-como-fator-de-risco-associado-ao-desenvolvimento-da-glomeruloe/?q=2012/04692-1" target="_blank">2012/04692-1</a></strong>; <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/88203/direcionamento-in-vivo-de-epitopos-de-linfocitos-tcd4-do-hiv-1-para-celulas-dendriticas/?q=2014/15061-8" target="_blank">2014/15061-8</a></strong>; <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/102301/antigenicidade-e-imunogenicidade-de-proteinas-recombinantes-do-envelope-viral-do-zika-virus/?q=2017/17471-7" target="_blank">2017/17471-7</a></strong> e <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/104415/estudo-sobre-a-influencia-do-sistema-nervoso-simpatico-na-atividade-biologica-dos-linfocitos-t-invar/?q=2019/11490-5" target="_blank">2019/11490-5</a></strong>).</p>
<p><b>Imunovigilância contra tumores</b></p>
<p>Vários trabalhos científicos já descreveram que a resposta de estresse prejudica a imunovigilância contra tumores, porém, pouco se sabe sobre sua influência sobre a atividade dos linfócitos NKT (sigla em inglês para <i>natural killer T cells</i>, ou células T assassinas naturais). Essas células influenciam uma série de respostas imunológicas, incluindo a imunovigilância, e por isso são de interesse para quem busca desenvolver tratamentos contra diversos tipos de câncer.</p>
<p>Os pesquisadores utilizaram um modelo de metástase pulmonar experimental para determinar o impacto da privação de sono sobre a imunoterapia com alfa-galactosilceramida, um glicolipídeo empregado em estudos clínicos (fora do Brasil) contra diversos tipos de cânceres. “Os animais foram inoculados com células de melanoma capazes de expressar esse glicolipídeo em sua superfície, sendo em seguida expostos à privação de sono”, disse Keller.</p>
<p>“Até agora, a eficiência dessa abordagem tem se mostrado excelente em camundongos, mas está abaixo do esperado em humanos e não se sabe os motivos”, disse o pesquisador. Um dos pontos de investigação sobre o que pode causar o problema é o efeito do estresse. No caso, os pesquisadores avaliaram, de forma inédita, o impacto do distúrbio de sono na eficácia do imunoterápico.</p>
<p>Segundo Keller, mesmo com o aumento de corticosterona (o hormônio do estresse em animais, equivalente ao cortisol em humanos), a resposta induzida pela alfa-galactosilceramida foi capaz de controlar o desenvolvimento tumoral. “Nosso trabalho mostra que essas células, nesse modelo, não são afetadas pelo estresse, ou seja, em teoria, elas continuam sendo um alvo interessante para imunoterapia, mesmo durante episódios de estresse”, disse. Os resultados foram <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0889159120304888" target="_blank">publicados</a></strong> no periódico <i>Brain, Behavior, and Immunity</i>.</p>
<p><b>Defesa contra patógenos</b></p>
<p>Outra circunstância que os pesquisadores queriam estudar era o impacto do distúrbio de sono na resposta natural do organismo contra um patógeno. No caso, eles analisaram protozoários do gênero <i>Plasmodium</i> causadores da malária e transmitidos por meio da picada de fêmeas do mosquito <i>Anopheles</i>. “Mostramos que haverá diminuição da eficácia da resposta de anticorpo se o distúrbio de sono ocorrer a partir de um determinado ponto do processo de desenvolvimento da resposta natural contra o patógeno”, disse Keller.</p>
<p>Utilizando um modelo de malária murina, em que a produção de anticorpos tem papel crítico na sobrevivência do hospedeiro, observaram a resposta imune se desenvolver em uma curva de tempo conhecida como janela imunológica. A privação de sono foi imposta ao modelo em diferentes períodos. Antes ou logo após a infecção, não afetou a resistência do hospedeiro ao parasita. Quando a privação ocorreu três dias após a infecção, os animais sucumbiram.</p>
<p>O ponto crítico do processo, segundo os pesquisadores, se dá no início da montagem da resposta imune adaptativa. Nessa fase, o linfócito T atua junto com o linfócito B para montar a resposta ao patógeno, ou seja, estimular a produção do anticorpo e trazer a imunidade.</p>
<p>&#8220;Conseguimos observar que, se você houver um episódio de estresse durante a fase de diferenciação do linfócito T, processo que vai levar à ativação do linfócito B e à produção de anticorpos, haverá uma diminuição da eficiência da resposta, e com isso o organismo fica mais suscetível à infecção&#8221;, disse Keller.</p>
<p>O artigo <i>Sleep Disturbance during Infection Compromises Tfh Differentiation and Impacts Host Immunity</i>, que descreve a pesquisa e seus resultados, foi <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2589004220307914?via%3Dihub" target="_blank">publicado</a> </strong>na <i>iScience</i>.</p>
<p><b>Privação de sono e asma</b></p>
<p>Para avaliar o impacto da privação de sono em uma doença inflamatória preexistente, os pesquisadores estudaram a asma alérgica, que pode variar de intermitente a persistente grave. Pacientes que sofrem de asma grave, com presença marcante de neutrófilos, são, frequentemente, refratários ao tratamento por corticoide e este tipo de manifestação clínica tem sido associado a diversas comorbidades, incluindo a apneia obstrutiva do sono, em que a respiração para e retorna diversas vezes.</p>
<p>O estudo mostrou que o distúrbio de sono poderia aumentar a gravidade da resposta inflamatória nos camundongos, ou seja, um organismo que apresentava um quadro de asma mais leve poderia evoluir para o nível grave por conta da falta de sono, se tornando, inclusive, resistente ao tratamento com corticoide.</p>
<p>Para chegar ao resultado, os pesquisadores utilizaram um modelo de alergia experimental, em que camundongos são induzidos a desenvolver uma resposta inflamatória pulmonar do tipo Th2, com predomínio de eosinófilos, um tipo de glóbulo branco do sangue que desempenha papel importante na resposta a asma e outras doenças, e de citocinas como IL-4 e IL-13, responsáveis por ativar, mediar ou regular a resposta imune. Ao ser submetido à privação de sono durante a exposição ao alérgeno pelas vias aéreas, os animais apresentaram alteração na resposta inflamatória Th2 para um perfil Th17, com predomínio de neutrófilos e IL-17, fenômeno resistente ao tratamento com o corticoide dexametasona.</p>
<p>Apesar dos mecanismos envolvidos nesse fenômeno ainda não estarem esclarecidos, esse estudo indica que os distúrbios de sono, e possivelmente outras situações de estresse, são fatores de risco para a evolução da gravidade da asma alérgica. Esse estudo está descrito em artigo <strong><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28732645/" target="_blank">publicado</a></strong> no <i>The Journal of Allergy and Clinical Immunology</i>.</p>
<p>Essas pesquisas fazem parte de um conjunto maior de estudos que ainda estão em andamento e focam no entendimento mais amplo da relação bidirecional existente entre os sistemas nervoso e imunológico. “Se a imunoterapia não funciona porque tem uma influência forte do sistema nervoso, é possível pensar em interferir nos neurotransmissores, nos receptores, por exemplo”, disse Keller.</p>
<p>Ou seja, ainda que os estudos não tenham aplicação clínica imediata, os conhecimentos obtidos permitirão, no futuro, traçar caminhos de intervenção. “Ao entendermos como a resposta do estresse interfere no sistema imunológico, conseguimos ampliar as alternativas possíveis de agir junto ao sistema imune ou nervoso para um tratamento médico”, disse o pesquisador da Unifesp.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="https://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a href="https://agencia.fapesp.br/estudo-investiga-como-estresse-gerado-por-privacao-de-sono-afeta-a-imunidade/34806/" target="_blank">original aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Frase Motivacional do Dia!</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/frase-motivacional-do-dia-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2020 12:08:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aprecie a frase motivacional do Dia!: &#8216;O começo é a metade do todo!&#8217; &#8211; Platão. Buscar motivação para realizar algo ou promover uma mudança de vida não é fácil, porém não é impossível. A motivação que vai te alavancar a buscar algo novo precisa fazer sentido pra você. Ninguém busca a realização de algo se<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/frase-motivacional-do-dia-2/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aprecie a frase motivacional do Dia!: &#8216;O começo é a metade do todo!&#8217; &#8211; Platão.</p>
<p>Buscar motivação para realizar algo ou promover uma mudança de vida não é fácil, porém não é impossível.</p>
<p>A motivação que vai te alavancar a buscar algo novo precisa fazer sentido pra você. Ninguém busca a realização de algo se não se identificar de alguma maneira com este objetivo.</p>
<p>E quando você dá esse pontapé inicial, considere este &#8216;começo como a metade do todo!&#8217; Já que transformar esta motivação em ação é um dos itens principais (se não for passo mais importante) para atingir seu objetivo e conquistar sua mudança!</p>
<p>Beijos nutridos e ótimo final de semana!</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Centro de Pesquisa em Alimentos lança site com conteúdo sobre Covid-19</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/centro-de-pesquisa-em-alimentos-lanca-site-com-conteudo-sobre-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2020 19:07:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://renataferracioli.com.br/?p=7919</guid>

					<description><![CDATA[<p>Agência FAPESP – O Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) da Universidade de São Paulo (USP) lançou um novo site dedicado a divulgar textos e vídeos com informações sobre como se proteger contra a COVID-19 e manter a saúde durante o período de isolamento social. Todo o conteúdo é produzido pelos colaboradores do centro, com<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/centro-de-pesquisa-em-alimentos-lanca-site-com-conteudo-sobre-covid-19/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Agência FAPESP</strong> – O <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/58574/" target="_blank">Centro de Pesquisa em Alimentos</a></strong> (<strong><a href="http://forc.webhostusp.sti.usp.br/" target="_blank">FoRC</a></strong>) da Universidade de São Paulo (USP) lançou um <strong><a href="https://www.especialcovid19forc.net.br/" target="_blank">novo site</a></strong> dedicado a divulgar textos e vídeos com informações sobre como se proteger contra a COVID-19 e manter a saúde durante o período de isolamento social. Todo o conteúdo é produzido pelos colaboradores do centro, com base em evidências científicas, e apresentado ao público em linguagem acessível.</p>
<p>“Após o <strong><a href="http://agencia.fapesp.br/medidas-simples-ajudam-a-manter-o-coronavirus-longe-dos-alimentos/32893/" target="_blank">primeiro texto</a></strong>, em que abordamos os cuidados com os alimentos em tempos de coronavírus, os pesquisadores associados começaram a produzir uma série de materiais relacionados à pandemia, sob perspectivas diversas e relacionadas com suas áreas de trabalho. Para dar mais visibilidade ao conteúdo e facilitar o acesso dos leitores, reunimos tudo em um único lugar”, conta <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/3516/" target="_blank">Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco</a></strong>, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP e coordenadora do FoRC, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.</p>
<p>A página traz informações sobre <strong><a href="https://www.especialcovid19forc.net.br/index.php/2020/06/29/covid-19-e-o-sistema-imune-papel-dos-micronutrientes-na-alimentacao/" target="_blank">micronutrientes que ajudam a fortalecer a imunidade</a></strong>, a importância de fazer <strong><a href="https://www.especialcovid19forc.net.br/index.php/2020/06/30/covid-19-alem-da-alimentacao-e-preciso-cuidar-do-movimento/" target="_blank">atividade física durante a quarentena</a></strong>, como combater a <strong><a href="https://www.especialcovid19forc.net.br/index.php/2020/06/29/como-diminuir-a-obesidade-infantil-em-tempos-de-covid-19/" target="_blank">obesidade infantil em tempos de COVID-19</a></strong>, riscos e benefícios da <strong><a href="https://www.especialcovid19forc.net.br/index.php/2020/06/29/omega-3-e-preciso-mais-estudos-para-recomendar-sua-utilizacao-em-pacientes-com-covid-19/" target="_blank">suplementação com ômega 3 </a> </strong>para pessoas infectadas e <strong><a href="https://www.especialcovid19forc.net.br/index.php/2020/06/29/como-restaurantes-e-consumidores-devem-se-adaptar-no-pos-quarentena/" target="_blank">como restaurantes e consumidores devem se adequar no período de reabertura da economia</a></strong>.</p>
<p>Também estão disponíveis os materiais produzidos em parceria com a Maurício de Souza Produções, entre eles cartilhas sobre <strong><a href="https://www.especialcovid19forc.net.br/index.php/2020/06/30/forc-auxilia-na-elaboracao-da-cartilha-da-turma-da-monica/" target="_blank">cuidados com alimentos</a></strong> e sobre o <strong><a href="https://www.especialcovid19forc.net.br/index.php/2020/06/30/pesquisadores-do-forc-auxiliam-a-mauricio-de-sousa-producoes-em-cartilha-sobre-uso-de-mascara/" target="_blank">uso de máscaras</a></strong>, que trazem os personagens da Turma da Mônica.</p>
<p>“Inicialmente, o material estava disponível no portal <strong><a href="https://alimentossemmitos.com.br/" target="_blank"><em>Alimentos sem Mitos</em></a></strong>, que apresenta informações relacionadas aos alimentos e à nutrição de modo geral e também faz parte das iniciativas de divulgação científica do FoRC”, diz o professor da FCF-USP <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/8506/eduardo-purgatto" target="_blank">Eduardo Purgatto</a></strong>, que coordena as atividades de difusão do CEPID.</p>
<p>Além de textos de divulgação científica, o novo site também abre espaço para artigos científicos relacionados ao tema COVID-19 publicados pelos colaboradores do FoRC, conta Purgatto.</p>
<p>“Por ser muito recente, o site ainda não teve muitos acessos. Mas, desde que foram postados no <em>Alimentos sem Mitos</em>, os textos já contabilizaram mais de 10,2 mil visualizações. Nosso principal público, cerca de 70%, são as mulheres com idade entre 25 e 44 anos”, diz.</p>
<p>Segundo o pesquisador, o site continuará a ser alimentado com novos conteúdos à medida que forem produzidos. “Estamos atualmente gravando um vídeo com orientações para donos de restaurantes sobre os cuidados necessários para reduzir o risco de contaminação tanto de funcionários quanto de clientes. Pretendemos divulgar esse material, quando estiver pronto, por meio das associações de bares e restaurantes.”</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="https://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a href="https://agencia.fapesp.br/centro-de-pesquisa-em-alimentos-lanca-site-com-conteudo-sobre-covid-19/33636/" target="_blank">original aqui</a>.</p>
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		<title>Estudo reforça caráter cardioprotetor da melatonina</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/estudo-reforca-carater-cardioprotetor-da-melatonina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 20:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Fernanda Ziegler &#124; Agência FAPESP – Após revisar dados de 162 ensaios clínicos, pesquisadores brasileiros concluíram que a melatonina – substância popularmente conhecida como o “hormônio do sono” – pode proteger o coração contra arritmias, doença arterial coronariana, hipertensão e outros distúrbios cardiovasculares. As conclusões foram divulgadas no International Journal of Molecular Sciences. O<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/estudo-reforca-carater-cardioprotetor-da-melatonina/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP</strong> – Após revisar dados de 162 ensaios clínicos, pesquisadores brasileiros concluíram que a melatonina – substância popularmente conhecida como o “hormônio do sono” – pode proteger o coração contra arritmias, doença arterial coronariana, hipertensão e outros distúrbios cardiovasculares.</p>
<p>As conclusões foram divulgadas no <strong><a href="https://www.mdpi.com/1422-0067/20/18/4342/htm" target="_blank"> International Journal of Molecular Sciences</a></strong>. O trabalho teve apoio da FAPESP e a participação de cientistas das universidades de São Paulo (USP) e Anhembi Morumbi.</p>
<p>“A ação do hormônio sobre a pressão arterial e a frequência cardíaca se dá tanto de maneira periférica nos vasos e no coração, como de modo central no hipotálamo e em outras estruturas do sistema nervoso central. Estudos mostraram o efeito do hormônio até mesmo sobre as mitocôndrias das células, importantes na regulação do sistema cardiovascular”, diz <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/631/jose-cipolla-neto" target="_blank">José Cipolla-Netto</a></strong>, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e autor principal do artigo.</p>
<p>Além de dados de trabalhos clínicos e ensaios experimentais sobre o papel cardioprotetor da melatonina, os autores apresentam no artigo uma lista de substâncias capazes de imitar a função do hormônio – tecnicamente chamadas de agonistas dos receptores de melatonina. A seleção foi feita com auxílio de ferramentas de inteligência artificial do tipo <em> machine learning</em>, que permitem analisar uma grande quantidade de dados por métodos estatísticos.</p>
<p>Com a tecnologia, foi possível ainda elaborar ensaios experimentais virtuais com o objetivo de encontrar compostos e quantificar, preditivamente, a sua eficiência sobre um determinado sistema, baseado na sua estrutura e em ensaios prévios.</p>
<p>“Com uso de <em> machine learning</em> listamos substâncias semelhantes à melatonina e verificamos quais delas têm potencial ação no sistema cardiovascular e nos receptores de melatonina. De um conjunto imenso de moléculas, encontramos 780 com ação cardiovascular supostamente semelhante à da melatonina”, afirma.</p>
<p>De acordo com o pesquisador, os dados estão abertos e podem guiar o desenvolvimento de novas drogas para doenças cardiovasculares.</p>
<p><strong>Atuação no metabolismo</strong></p>
<p>Cipolla-Neto coordena um Projeto Temático <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/90034/melatonina-e-a-regulacao-do-metabolismo-energetico-estudos-basicos-clinicos-e-epidemiologicos/" target="_blank"> apoiado pela FAPESP</a></strong> sobre o papel da melatonina na regulação do metabolismo energético.</p>
<p>Recentemente, publicou artigo sobre a <strong><a href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/17446651.2019.1631158?journalCode=iere20" target="_blank">ação da melatonina em distúrbios metabólicos</a></strong>, no qual ressalta que a baixa produção desse hormônio pode causar sintomas variados, pois a substância interage com vários sistemas do corpo, como o cardiovascular, imunológico, reprodutor, sistema nervoso central e também o metabolismo energético.</p>
<p>“Havia uma concepção errada de que a melatonina, em humanos, pudesse ser, eventualmente, diabetogênica”, diz.</p>
<p>De acordo com o pesquisador, o hormônio tem efeitos noturnos e diurnos distintos. “À noite, quando o hormônio é fisiologicamente secretado, ele de fato reduz a produção de insulina e induz resistência insulínica, pois nessa fase o indivíduo está dormindo e, portanto, em jejum. A melatonina produzida e que atua à noite, por outro lado, determina, durante o dia, aumento da sensibilidade insulínica, aumento da secreção de insulina pelo pâncreas, estimulada pelas incretinas, o que é necessário para a fisiologia do dia.”</p>
<p>Cipolla-Neto afirma que, dessa forma, ao tomar melatonina à noite, é esperado que haja uma melhora no controle glicêmico. “Isso precisava ser esclarecido. Havia dados, mas permaneciam algumas confusões de interpretação sobre a questão de ela ser pró-insulínica ou anti-insulínica”, diz.</p>
<p><strong>Prescrição criteriosa</strong></p>
<p>O pesquisador alerta que a ação ampla da substância no organismo – seja na regulação do sono, no sistema cardiovascular ou na regulação do metabolismo – só reforça a necessidade de que a reposição hormonal seja cuidadosamente calculada de maneira personalizada. “É uma atenção a mais que se deve ter. Por isso, faço questão de dizer que melatonina não é uma substância inócua que possa ser tomada ao bel-prazer. Ela é um hormônio e a sua administração deveria ser rigorosamente controlada.”</p>
<p>Para Cipolla-Neto, primeiro é preciso saber se é necessário fazer a reposição hormonal e depois ajustá-la para cada indivíduo de tal forma que a administração da droga seja exclusivamente noturna. A melatonina não pode estar circulando na corrente sanguínea durante o dia.</p>
<p>De acordo com o pesquisador, também é preciso observar os hábitos de sono de cada pessoa. “Aqueles que em geral dormem por muitas horas, provavelmente produzem o hormônio por mais tempo do que os que precisam de menos horas de sono. Além disso, pessoas que são mais produtivas durante a manhã geralmente têm uma fabricação natural de melatonina que começa no início da noite, enquanto as que são mais produtivas à tarde ou noite somente começam a fabricar o hormônio mais tardiamente. Todos esses fatores – além da idade, peso e condição clínica – devem ser levados em consideração na hora da prescrição.”</p>
<p><strong>Estudos clínicos</strong></p>
<p>O grupo de pesquisadores pretende iniciar um estudo, em parceria com o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graac), com pacientes que por algum motivo não têm a glândula pineal – responsável pela produção de melatonina.</p>
<p>“Por uma concepção errônea da medicina contemporânea, infelizmente, não se prescreve para os pacientes pinealectomizados [que tiveram a glândula removida] a necessária reposição hormonal com melatonina, por incrível que isso possa parecer. A reposição de melatonina é o que deve ser feito quando, por alguma razão, há a retirada ou destruição de uma glândula e, portanto, a ausência dos seus hormônios”, disse.</p>
<p>Em uma primeira fase, o objetivo do estudo será acompanhar os efeitos terapêuticos da reposição da substância nesses pacientes sem a glândula pineal. “A ideia é descrever uma síndrome do paciente pinealectomizado do ponto de vista metabólico, cardiovascular, neurológico e psicológico, além de estudos associados da ritmicidade circadiana e do ciclo vigília-sono”, diz.</p>
<p>Na segunda linha de estudos, agora experimentais, os pesquisadores vão estudar e caracterizar o papel da melatonina materna durante a gestação e lactação para o desenvolvimento, fisiologia e comportamento da prole.</p>
<p>“Serão gerados filhotes em situação de pouca melatonina durante a gestação e vamos avaliar, na prole, nas diversas idades, o desenvolvimento neuropsicomotor, aspectos de aprendizado e memória, o metabolismo, o sistema cardiovascular, o sistema imunológico, aspectos da ritmicidade circadiana da atividade/repouso, vigília/sono”, diz.</p>
<p>Em paralelo, pretendemos estudar os filhos de mulheres que trabalharam no turno da noite durante a gestação. “É a situação social que imita a situação experimental. Então a pergunta é: como é que estão os filhos dessas mulheres que trabalharam à noite durante a gestação? Vamos fazer estudo metabólico e de desenvolvimento neuropsicomotor dessas crianças”, diz.</p>
<p>O artigo <em>Cardioprotective Melatonin: Translating from Proof-of-Concept Studies to Therapeutic Use</em> (doi:10.3390/ijms20184342), de Ovidiu Constantin Baltatu, Sergio Senar, Luciana Aparecida Campos e José Cipolla-Neto, pode ser lido em <strong><a href="https://www.mdpi.com/1422-0067/20/18/4342" target="_blank"> https://www.mdpi.com/1422-0067/20/18/4342</a></strong>.</p>
<p>O artigo <em> New insights into the function of melatonin and its role in metabolic disturbances</em> (doi: 10.1080/17446651.2019.1631158), de Fernanda Gaspar Do Amaral, Jéssica Andrade-Silva, Wilson M. T. Kuwabara e José Cipolla-Neto, pode ser lido em <strong><a href="https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/17446651.2019.1631158?journalCode=iere20" target="_blank"> https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/17446651.2019.1631158?journalCode=iere20</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="http://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a href="http://agencia.fapesp.br/estudo-reforca-carater-cardioprotetor-da-melatonina/33227/" target="_blank">original aqui</a>.</p>
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		<title>Hormônios femininos podem ter papel protetor contra coronavírus</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/hormonios-femininos-podem-ter-papel-protetor-contra-coronavirus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2020 19:59:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>José Tadeu Arantes &#124; Agência FAPESP – Não há um claro predomínio de homens ou mulheres nos indivíduos diagnosticados globalmente com COVID-19. No entanto, a maioria dos que são hospitalizados ou vão a óbito, ou seja, que desenvolvem a doença de forma mais grave, é constituída por homens. Segundo a organização Global Health 50/50, mantida<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/hormonios-femininos-podem-ter-papel-protetor-contra-coronavirus/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>José Tadeu Arantes | Agência FAPESP</strong> – Não há um claro predomínio de homens ou mulheres nos indivíduos diagnosticados globalmente com COVID-19. No entanto, a maioria dos que são hospitalizados ou vão a óbito, ou seja, que desenvolvem a doença de forma mais grave, é constituída por homens. Segundo a organização <strong><a href="https://globalhealth5050.org/covid19/" target="_blank">Global Health 50/50</a></strong>, mantida pelo University College London (Reino Unido), “na maioria dos países, os dados disponíveis indicam que os homens têm 50% mais chances de morrer após o diagnóstico do que as mulheres”.</p>
<p>Tal afirmação é corroborada por <strong><a href="https://www1.nyc.gov/site/doh/covid/covid-19-data.page" target="_blank">estatísticas</a></strong> atualizadas da cidade de Nova York (Estados Unidos). E por <strong><a href="http://file:///C:/Users/gg100/Downloads/2020%20Jin%20et%20al.%20Gender%20differences%20in%20patients%20with%20COVID-19%20%20Focus%20on%20severity%20and%20mortality.pdf" target="_blank">estudo</a></strong> realizado na China, de acordo com o qual: “o sexo masculino é um fator de risco para pior resultado em pacientes com COVID-19, independentemente de idade e suscetibilidade”.</p>
<p>Com base nessa constatação epidemiológica, bem como em dados da literatura, uma grande equipe multidisciplinar de pesquisadores do Estado de São Paulo está investigando o papel dos estrogênios, os hormônios femininos, na proteção fisiológica contra o coronavírus.</p>
<p>O projeto “<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/106216/avaliacao-de-compostos-com-potencial-terapeutico-para-sars-cov-2-enfoque-em-compostos-com-atividade/?q=2020/04709-8" target="_blank">Avaliação de compostos com potencial terapêutico para SARS-CoV-2: enfoque em compostos com atividade estrogênica, moduladores da autofagia e ECA2</a></strong>”, coordenado por <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/58210/rodrigo-portes-ureshino/" target="_blank">Rodrigo Portes Ureshino</a></strong>, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem o apoio da FAPESP no âmbito do edital <strong><a href="http://fapesp.br/14082" target="_blank">Suplementos de Rápida Implementação contra COVID-19</a></strong>.</p>
<p>“Estudos anteriores, realizados com o coronavírus SARS-CoV [causador da síndrome respiratória aguda grave], apontaram diferenças de gênero na infecção e progressão da doença, com maior suscetibilidade de indivíduos do sexo masculino, e indicaram que os estrogênios podiam estar associados à maior proteção fisiológica das mulheres. Queremos testar se o mesmo ocorre com o SARS-CoV-2, o novo coronavírus, para chegar a compostos com potencial terapêutico”, diz Ureshino à <strong>Agência FAPESP</strong>.</p>
<p>A equipe já ultrapassou a etapa de revisão da literatura e entrou na fase experimental propriamente dita. “Infectamos linhagens de células com cepas selvagens de coronavírus e vamos testar nesse modelo mais de 40 compostos com atividade estrogênica para observar os resultados”, conta o pesquisador.</p>
<p>Os procedimentos com o SARS-CoV-2 são realizados em um laboratório de nível de biossegurança 3 (NB3) da Unifesp, coordenado pelo professor <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/8256/luiz-mario-ramos-janini/" target="_blank">Mário Janini</a></strong>, colaborador do projeto.</p>
<p>Entre os compostos a serem testados, Ureshino destaca o 17β-estradiol (o estrógeno mais abundante no organismo), o tamoxifeno (um modulador seletivo dos receptores estrogênicos) e a agenisteína (um fitoestrógeno). Todos os três já foram utilizados com êxito em modelos de outras doenças virais.</p>
<p>Além do foco estritamente terapêutico, com o teste de compostos com potencial para o tratamento da COVID-19, o projeto também tem um enfoque molecular. Neste caso, o objetivo é investigar a expressão do receptor ACE-2 (enzima conversora de angiotensina 2, na sigla em inglês), que possibilita a entrada do vírus nas células. “Sabemos que os pacientes hipertensos, grupo de risco para a COVID-19, apresentam uma maior expressão de ACE-2 e isso favorece a entrada do vírus nas células. Por isso, estamos estudando a superexpressão desse receptor em diferentes tipos celulares”, afirma o pesquisador.</p>
<p>Nesse eixo, um artigo em fase de <em>pré-print</em> foi produzido pelo grupo, tendo como primeira autora a doutora <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/74156/roberta-sessa-stilhano-yamaguchi" target="_blank">Roberta Sessa Stilhano</a></strong>, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCMSCSP): &#8220;<strong><a href="https://www.preprints.org/manuscript/202005.0178/v1" target="_blank">SARS-CoV-2 and the Possible Connection to ERs, ACE2 and RAGE: Focus onSusceptibility Factors</a></strong>&#8220;.</p>
<p>O trabalho contou com a colaboração da professora <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/3005/carla-maximo-prado" target="_blank">Carla Máximo Prado</a>, </strong>da Unifesp, que estuda o processo inflamatório pulmonar, além de pesquisadores de instituições internacionais, como a University of California – Davis (Estados Unidos) e a University of Cambridge (Reino Unido).</p>
<p>“Esse artigo buscou correlacionar três fatores: ACE-2, receptores de estrogênios e inflamação. Por isso, além das vias moleculares da ACE-2 e dos estrogênios, também detalhamos as vias do RAGE [receptor para produtos finais de glicação avançada], que está relacionado com inflamação. Acreditamos que o estudo dessas vias abra perspectivas terapêuticas para o tratamento da COVID-19”, diz Stilhano.</p>
<p>Além da equipe da Unifesp, o projeto conta com a colaboração dos pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/52745/ana-cristina-breithaupt-faloppa" target="_blank">Ana Cristina Breithaupt-Faloppa</a></strong> e <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/7993/luiz-felipe-pinho-moreira/" target="_blank">Luiz Felipe Pinho Moreira</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="http://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a href="http://agencia.fapesp.br/hormonios-femininos-podem-ter-papel-protetor-contra-coronavirus/33165/" target="_blank">original aqui</a>.</p>
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		<title>Padrão de disseminação urbana da COVID-19 reproduz desigualdades sociais</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/padrao-de-disseminacao-urbana-da-covid-19-reproduz-desigualdades-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 18:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Fernanda Ziegler &#124; Agência FAPESP – O novo coronavírus (SARS-CoV-2) tem impactado de forma desigual os territórios urbanos brasileiros. O número de casos e de mortes por COVID-19 tende a ser maior nas áreas periféricas e em regiões que antes da crise global já sofriam com problemas como falta de moradia digna, acesso deficiente<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/padrao-de-disseminacao-urbana-da-covid-19-reproduz-desigualdades-sociais/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP</strong> – O novo coronavírus (SARS-CoV-2) tem impactado de forma desigual os territórios urbanos brasileiros. O número de casos e de mortes por COVID-19 tende a ser maior nas áreas periféricas e em regiões que antes da crise global já sofriam com problemas como falta de moradia digna, acesso deficiente à água e saneamento, altos índices de poluição do ar e contaminação do solo.</p>
<p>“Pode-se dizer que a COVID-19 está escancarando as nossas iniquidades. Embora o vírus infecte os indivíduos indiscriminadamente, o impacto da epidemia não é igual na sociedade. Isso está se mostrando um padrão, sobretudo no Brasil, mas também se notam desigualdades gritantes na forma como a doença está afetando diferentes populações nos Estados Unidos”, diz <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/696537/pedro-henrique-campello-torres/"> Pedro Henrique Campello Torres</a></strong>, pesquisador visitante na Bren School of Environmental Science &amp; Management, University of California Santa Barbara (UCSB), nos Estados Unidos.</p>
<p>Desde o início da pandemia do novo coronavírus, Torres redirecionou a pesquisa realizada no âmbito de uma <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/185078/" target="_blank">Bolsa FAPESP Estágio de Pesquisa no Exterior</a></strong> (BEPE) de pós-doutorado para a análise do impacto da COVID-19 a partir de características sociodemográficas e territoriais. No projeto original, ele comparava os processos de formulação de políticas públicas ambientais e seus efeitos sociodemográficos nos diferentes territórios urbanos do Norte e do Sul global.</p>
<p>De acordo com o pesquisador, a disseminação do novo coronavírus no Brasil e nos Estados Unidos tende a potencializar os diferentes impactos de políticas públicas ambientais. “O planejamento urbano e a ocupação de territórios em uma cidade estão diretamente associados às transformações econômicas. Processos de reescalonamento, como especulação imobiliária e políticas públicas de habitação, são fundamentais para se compreender como se dá o desenvolvimento desigual dentro de uma mesma cidade”, diz.</p>
<p>Dessa forma, o padrão de disseminação do SARS-CoV-2 exige também uma reflexão sobre planejamento territorial e temas ligados às desigualdades socioambientais. “No Brasil, os casos começaram nas classes mais abastada, até que a doença foi se alastrando para os bairros de menor renda, que também são os mais prejudicados em relação ao acesso a serviços de água e saneamento e de condições básicas de habitabilidade. Juntam-se a essa questão problemas preexistentes, como doenças respiratórias, dengue e tantas outras vinculadas à falta de saneamento que tornam essas populações ainda mais vulneráveis à propagação da COVID-19”, diz <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/1931/pedro-roberto-jacobi"> Pedro Jacobi</a></strong>, supervisor do estudo de pós-doutorado e coordenador do Projeto Temático <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/97000/governanca-ambiental-da-macrometropole-paulista-face-a-variabilidade-climatica/"> Governança ambiental da macrometrópole paulista face às mudanças climáticas</a></strong>.</p>
<p>Os pesquisadores afirmam que, para além da questão de menor acesso à saúde pelas populações mais pobres no Brasil e nos EUA, a disseminação da doença está diretamente ligada à territorialidade. “Uma doença com forte caráter respiratório deve impactar mais uma população que está exposta a maiores níveis de poluição e apresenta comorbidades, como asma e pneumonia, consideradas fatores de risco. Outro problema: como alguém pode indicar que se lavem as mãos várias vezes ao dia, como forma de prevenção da doença, se não há água encanada e muito menos sabão?”, indaga Torres.</p>
<p>Ele ressalta que a distribuição territorial desigual dos riscos ambientais – saneamento, água ou poluição – vem afetando a qualidade de vida dos cidadãos antes mesmo da pandemia, não só do ponto de vista ambiental como também social. “A noção de justiça ambiental nasce nos Estados Unidos com pesquisas empíricas do cientista social Robert Bullard [da Texas Southern University]. O que se vê nesses estudos é que em áreas de contaminantes tóxicos [rejeitos industriais, agravos ambientais] havia uma predominância de populações afro-americanas, configurando uma desigualdade espacial na cidade”, diz.</p>
<p>De acordo com o pesquisador, no Brasil esse conceito assume outras formas e proporções, como, por exemplo, no caso dos atingidos por barragens em Minas Gerais, dos moradores próximos da mina de exploração de urânio em Caetité, na Bahia, dos pescadores artesanais na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, da população residente em favelas em áreas de risco por desmoronamento ou das comunidades próximas a aterros sanitários.</p>
<p>Na pesquisa, Torres vai comparar os dados referentes a mortes e infecção pelo novo coronavírus a partir de índices socioambientais e informações de geolocalização. A ideia é verificar como fatores de vulnerabilidade habitacional impactaram de maneira distinta os diferentes territórios municipais no Brasil e nos Estados Unidos.</p>
<p>“Existe um problema grande de subnotificação nos dois países. No Brasil, há ainda falta de transparência nos dados por região das cidades e, nos Estados Unidos, ausência de notificação de casos de imigrantes ilegais, que não têm seguro social e nem sequer são atendidos em hospitais, por exemplo. A análise de dados exige cuidado especial. Vamos contrastar dados participatórios agrupados por observatórios sociais e também fazer pesquisa a partir da informação que recebemos dos moradores para tentar contrapor essa ausência de dados oficiais”, diz.</p>
<p>O pesquisador afirma ainda que, no caso da COVID-19 o problema não parece ter relação apenas com a densidade populacional. Grandes aglomerações urbanas, como Tóquio, Seul, Hong Kong e Cingapura, registraram proporcionalmente menor número de casos que cidades com baixa densidade na Europa ou nos Estados Unidos.</p>
<p>“No Brasil, vemos um aumento chocante de casos em áreas adensadas, como Brasilândia e Paraisópolis, que também têm maior vulnerabilidade social. Porém, diferentes exemplos no mundo mostram que a densidade populacional não parece ser a vilã dessa história. Em cidades como Chicago e Nova York e na Califórnia, onde moro atualmente, as populações mais afetadas são justamente os afro-americanos e os latinos, que não são as mais numerosas. É preciso mirar nas inequidades para compreender o que está acontecendo”, diz.</p>
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<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="http://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a href="http://agencia.fapesp.br/padrao-de-disseminacao-urbana-da-covid-19-reproduz-desigualdades-territoriais/33226/" target="_blank">original aqui</a>.</p>
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		<title>A importância da pesquisa científica para a sociedade</title>
		<link>https://renataferracioli.com.br/a-importancia-da-pesquisa-cientifica-para-a-sociedade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renata Ferracioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2020 12:22:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ciência e tecnologia são as bombas propulsoras responsáveis por alavancar o desenvolvimento da sociedade, principalmente na área relacionada a saúde. Através desta produção de conhecimento gerada por cientistas e pesquisadores de todo o mundo são feitas descobertas e inovações que transformam (pra melhor) a vida de bilhões de pessoas. Como exemplo prático, podemos citar a<a class="read-more" href="https://renataferracioli.com.br/a-importancia-da-pesquisa-cientifica-para-a-sociedade/">Continue reading <i class="fal fa-angle-right"></i></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ciência e tecnologia são as bombas propulsoras responsáveis por alavancar o desenvolvimento da sociedade, principalmente na área relacionada a saúde. Através desta produção de conhecimento gerada por cientistas e pesquisadores de todo o mundo são feitas descobertas e inovações que transformam (pra melhor) a vida de bilhões de pessoas.</p>
<p>Como exemplo prático, podemos citar a descoberta da penicilina, um antibiótico usado com muito sucesso no tratamento de infecções causadas por bactérias e que revolucionou a medicina.</p>
<p>Também podemos citar o exemplo que estamos vivendo atualmente nesta pandemia. Incansáveis pesquisas estão sendo feitas para descobrir vacinas e tratamentos contra este novo vírus.</p>
<p>Em relação às linhas de pesquisas, cada pesquisador possui um interesse interno próprio e um nível motivacional, mas geralmente esse interesse tem relação com sua história de vida, seus princípios, desejos e também se relaciona com o meio no qual ele vive.</p>
<p>Além disso, as situações que surgem no cotidiano, que aparentemente não possuem solução ou que possuem potencial para serem melhoradas geram estímulos e a necessidade de alavancar soluções eficientes (estas feitas através das pesquisas científicas) que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas.</p>
<p>Muitos trabalhos podem durar de meses a anos para se concretizarem, pois existem diversos protocolos e fatos a serem testados e seguidos afim de demonstrar ou provar o estudo em questão. O alto nível de complexidade também é relevante: Quanto mais complexo for, mais tempo ele pode levar para ser produzido.</p>
<p>Portanto, quanto mais equipamentos e mais recurso financeiro é destinado a uma pesquisa, mais rápido ela avança. Investir em pesquisa científica viabiliza melhorias significativas no nosso dia a dia. Além disso, a complexidade dos desafios do mundo moderno coloca a ciência cada vez mais em evidência. Enalteça os pesquisadores e cientistas, principalmente do nosso país, que contribuem tanto para o avanço da nossa sociedade.</p>
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